'WSJ': Marasmo econômico rouba força da globalização

Matéria publicada nesta segunda-feira (4) no The Wall Street Journal, conta que durante a atual campanha eleitoral, os pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos — tanto do partido Democrata, do presidente Barack Obama, quanto do Republicano, de oposição — têm descrito um país assolado por bens importados baratos, perda de empregos para a globalização e ondas de imigrantes ilegais.

Mas segundo a reportagem, a realidade desde a recessão global tem sido bem mais complicada. Numa ampla gama de medidas, as forças que outrora apontavam para uma internacionalização inexorável da economia mundial esmoreceram ou reverteram o curso.

Essa desaceleração aponta para desafios econômicos profundos e muito diferentes dos alardeados pelos políticos. A maior parte do mundo está às voltas com um marasmo que está nublando o cenário nos EUA, provocado pelo envelhecimento das populações, queda na produtividade da mão de obra e a falta de ferramentas ou disposição dos formuladores de políticas para injetar mais vida na economia global.

Sejam quais forem as causas, há sinais abundantes de que as forças da globalização perderam o ímpeto.

O número de postos de trabalho no setor manufatureiro dos EUA recuou todos os anos entre 1998 e 2009, não importando se a economia estava se expandindo ou em recessão. Mas, nos últimos seis anos, o mercado de trabalho na manufatura americana voltou a se aquecer. Está longe de ser um renascimento — os EUA recuperaram cerca de um milhão de empregos na indústria, depois de terem perdido 8 milhões desde o fim dos anos 70 —, mas interrompeu a queda. A fatia dos EUA nas exportações globais encolheu bastante, principalmente de 1998 a 2004, mas tem se mantido estável, em torno de 8,5%, nos últimos 12 anos.