'WSJ': Sem compradores da América Latina, febre de imóveis de Miami perde força

Miami está enfrentando um novo colapso imobiliário

Matéria publicada nesta quarta-feira (30) no The Wall Street Journal, conta que as incorporadoras de imóveis têm cancelado projetos, reduzido preços e estão oferecendo incentivos como acesso a jatos particulares para impulsionar as vendas, uma repetição da crise imobiliária que atingiu duramente o sul da Flórida em 2009.

Segundo a reportagem, financiamento fácil e preços em alta levaram as incorporadoras a construir cerca de 21 mil apartamentos no centro de Miami entre 2004 e 2008. Muitas dessas unidades ficaram vazias durante anos.

As incorporadoras dizem que, desta vez, elas se protegeram ao exigir que os compradores adiantassem o pagamento de 50% do valor do imóvel até o momento do início da construção do prédio e ao cancelar projetos em vez de seguir em frente mesmo com a desaceleração do mercado.

Ainda assim, pode não ser fácil para alguns evitar o prejuízo. No quarto trimestre de 2015, o volume de vendas de apartamentos em Miami Beach caiu cerca de 20% ante um ano antes, enquanto os estoques saltaram mais de 30%, segundo relatório da empresa de avaliação Miller Samuel Inc. A mediana do preço de venda caiu 6,6%, de acordo com o relatório.

“O mercado para apartamentos já atingiu seu pico”, diz Neisen Kasdin, advogado especializado em incorporação imobiliária da Akerman LLP em Miami.

 “A velocidade das vendas caiu consideravelmente.”