Bolsas chinesas recuam após ganhos com divulgação de dados do PIB

Investimento estrangeiro direto na China teve uma queda de 5,8% em dezembro

As bolsas da China registraram perdas nesta quarta-feira (20), após o avanço de 3% da sessão anterior. O movimento foi motivado pela aprovação, pelo órgão regulador do mercado, de uma nova onda de ofertas públicas iniciais de ações (IPO), e também pela queda brusca dos preços do petróleo e preocupações com uma nova crise global.  As bolsas asiáticas registraram quedas ainda maiores, atingindo patamares que não eram visto há quatro anos.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Ministério de Comércio da China, o investimento estrangeiro direto no país caiu 5,8% em dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior, a 77,02 bilhões de yuans (US$ 12,23 bilhões). Os números vieram um dia após a publicação do PIB chinês, que cresceu 6,9% em 2015, o pior resultado em 25 anos, mas que veio em consonância com o projetado pelo governo do país. 

O Xangai Composto, principal índice acionário do país, recuou 1,04%, a 2.976,69 pontos. O Shenzhen Composto, de menor abrangência, teve queda também de 1%, a 1.876,31 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, registrou queda de 1,51%.

Nas outras bolsas asiáticas, também houve recuo. O índice MSCI, que reúne ações da Ásia-Pacífico com exceção do Japão, caiu 2,9%, menor patamar em quatro anos. Em Hong Kong, o principal índice recuou 3,82%, a 18.886 pontos, a maior queda desde agosto. No Japão, o Nikkei teve forte queda, de 3.71%, aos 16.416,19. Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 2,34%, para 1.845 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,98%, para 7.699 pontos. Em Cingapura, o índice Straits Times se desvalorizou 2,98%, para 2.559 pontos. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 1,26%, para 4.841 pontos. 

As bolsas chinesas haviam registrado uma alta em torno de 3% nesta terça-feira (19), com a publicação de dados oficiais do país sobre o desempenho da economia em 2015. O Departamento Nacional de Estatísticas chinês divulgou que a economia do país teve expansão de 6,9% em 2015, o pior desempenho em 25 anos, mas que ficou próximo da meta estipulada pelo governo, de avanço de 7%. 

O setor de serviços respondeu por mais da metade do PIB pela primeira vez, com uma participação de 50,5%, à frente da indústria e agricultura. A produção industrial subiu 5,9% em dezembro, em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas no varejo, índice-chave para medir o consumo, aumentaram 11,1% no mesmo período. O investimento em ativos fixos, que calcula as despesas do governo com infraestrutura, cresceu 10% em 2015.

As bolsas asiáticas também avançaram, depois das baixas da véspera. O índice Nikkei 225, de Tóquio, se valorizou em 0,55%, a 17.048,37 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,07%, a 19.635,81 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,60%, a 1.889,64 pontos.

Bolsas europeias recuam nesta quarta-feira

As principais bolsas europeias voltaram a cair nesta quarta, também influenciadas pelo valor do petróleo e pela instabilidade das bolsas asiáticas. A forte queda do mercado norte-americano também contribuiu para o dia de sell-off global.

No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 3,20%, para 322,29 pontos. Em Londres, o FTSE 100 tinha baixa de 3,46%, a 5.673,58 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdia 2,82%, a 9.391,64 pontos.

Em Paris, o CAC 40 recuava 3,45%, aos 4.124,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdia 3,20%, para 8.281,40 pontos. Em Milão, o FTSE/Mib caía 4,83%, aos 17.967,91 pontos.  

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