Matéria publicada neste domingo (17) no Les Affaires, por François Normand, analisa a situação atual da economia brasileira, com o declínio do PIB, inflação galopante, e os altos custos de empréstimos obtidos. O Brasil está passando por uma grande crise para o descontentamento dos investidores estrangeiros. Mas a longo prazo, o país tem o que é preciso para se recuperar, diz o Banco Nacional.
"Nos últimos anos, o país está enfrentando crescentes turbulências, tanto na política quanto na economia", escreveu em uma nota Katsoras Angelo, parceiro analista geopolítico de bancos e mercados financeiros nacionais.
O Brasil, um dos países do BRIC, com 206 milhões de habitantes, está sendo duramente atingido pela recessão. Em 2015, o PIB diminui 2,5%, e também deve diminuir 2,5% este ano, apesar da realização dos Jogos Olímpicos deste verão. A inflação também representa um grande problema na sétima economia mundial. Em 2016, a previsão é de alcançar a maior taxa de inflação desde 2003, chegando a 14,7%. Este aumento de preço é em grande parte devido à desvalorização do real, que aumentou os custos de importação.
Segundo a reportagem, outro problema do Brasil são os custos de empréstimos do governo. A crise na Petrobras, empresa responsável por mais de 10% do total dos investimentos no Brasil, não ajuda a economia. Em 2020, a Petrobras reduziu sua previsão de produção de 4,2 para 2,8 milhões de barris de petróleo. O que irá reduzir a renda do governo brasileiro, diz o Financial Times.
Além disso, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff enfrenta um processo de impeachment. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ex-aliado de Rousseff deu entrada no processo no dia 2 de dezembro.