O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá recuar 3,5% em 2015 e 2% no ano que vem, de acordo com previsões da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU). Na análise da entidade, o país terá o segundo pior desempenho da região - perdendo apenas para a Venezuela, cuja economia poderá diminuir 7,1% e 7% neste ano e no próximo, respectivamente.
Na sua última previsão, a Cepal estimava retração de apenas 1,5% do PIB brasileiro em 2015. Para que o caminho do crescimento seja retomado, o secretário-executivo adjunto do organismo, Antonio Prado, afirma ser necessário "superar o problema de incerteza que há no país. A paralisação de investimentos é muito vinculada ao tema da confiança".
Em Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2015, divulgado nesta quinta-feira (17), a Cepal ainda projeta, para toda a região, uma retração média de 0,4% em 2015 e um avanço de "somente 0,2% no próximo ano".
"É necessário retomar o crescimento e reverter o ciclo contracionista do investimento em um contexto de lenta recuperação mundial e queda no comércio", afirmou a secretária-executiva do organismo internacional, Alicia Bárcena. Falando especificamente sobre o caso brasileiro, a economista defendeu "políticas fiscais ativas, promovendo ajustes inteligentes?".
No exterior, China e commodities pressionam crescimento da região
O documento também fala sobre a conjuntura internacional, com a China - grande consumidor mundial - desacelerando mais rápido do que se esperava e a desvalorização nos preços das commodities. Esses fatores, na visão de Alicia, certamente impactarão o crescimento econômico de América Latina e Caribe. A Cepal comenta, porém, que a dimensão do impacto também dependerá das atividades econômicas de cada país.