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Em mais um dia de baixa, dólar acumula queda de 4,74% na semana

Ibovespa voltou a subir, estendendo rali que já dura nove pregões; índice chegou a 49.338 pontos 

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O dólar teve mais um dia de baixa nesta sexta-feira (9), fechando a semana com uma queda acumulada de 4,74%. No mês, retração frente ao real chega a 5,21%. Apenas hoje a moeda recuou 0,9%, terminando cotada a R$ 3,7588 na venda. Na mínima da sessão, chegou a custar R$ 3,72. No decorrer de 2015, entretanto, a divisa ainda acumula valorização (+41,38%)

O Ibovespa, por sua vez, teve pregão marcado pela volatilidade. O índice zerou suas perdas perto do fim das negociações e assegurou mais uma dia em terreno positivo, em rali que já dura nove sessões consecutivas. Esta é sua maior sequência de altas desde agosto de 2013. No fechamento, tinha leve alta de 0,47%, para 49.338 pontos, maior patamar de fechamento desde o dia 10 de agosto. 

No destaque das ações está a empresa de telefonia Oi, que despencou 23,30% após seu conselho de administração homologar a conversão voluntária de ações preferenciais em ordinárias. A companhia espera que os papeis ONs emitidos como resultado da conversão voluntária possam ser negociadas a partir de 13 de outubro.  

No cenário nacional, as incertezas em relação a pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela oposição influenciaram o humor dos investidores. Lá fora, falas de dirigentes do Federal Reserve reacenderam as dúvidas em relação à política monetária dos Estados Unidos. 

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também estiveram no radar do mercado. Eles viajaram para Lima, no Peru, onde participam do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o Banco Mundial. Ontem (8) ambos adotaram discurso otimista, afirmando que o Brasil irá superar a crise a partir do ajuste fiscal. Tombini, entretanto, disse que as medidas estão demorando muito para serem aprovadas. Ele também afirmou que o BC está preparado para intervir no câmbio, se necessário. 

Levy, por sua vez, pregou a importância de um discurso honesto para que o país possa se recuperar da recessão. Suas falas receberam o apoio da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. Questionado se Dilma poderá enfrentar um processo de impeachment, o ministro disse não saber. 

>>> Para Tombini, ajuste fiscal está em ritmo abaixo do esperado

>>> Para Levy, receita para a recuperação do Brasil passa por "dizer a verdade"

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também informou nesta sexta que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,64% na primeira prévia de outubro. No mesmo período de aputação do mês anterior, o indicador subiu 0,56%. 

Bolsas europeias asseguram nova alta e têm melhor semana desde julho

O mercado europeu encerrou mais um pregão no azul e fechou a sexta assegurando sua melhor semana desde julho deste ano. O bom humor dos investidores continua vindo das perspectivas de manutenção da taxa de juros norte-americana. 

No encerramento, o pan-europeu Stoxx 600 subia 0,33%, para 362,82 pontos. Na semana, o índice acumula alta de 4,30%, maior ganho semanal desde 17 julho de 2015. Em Londres, o FTSE-100 avançou 0,65%, aos 6.416,16 pontos. Na semana, valorização chega a 4,67%. 

A bolsa de Paris teve alta diária de 0,54%, para 4.701,39 pontos. No acúmulo da semana, avanço é de 5,44%. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,04%, aos 10.096,60 pontos. Na semana, o índice alemão avançou 5,69%. A bolsa de Milão teve valorização de 0,46%, para 22.257,89 pontos. Na semana, alta do FTSE-MIB chega a 4,03%.

Em Lisboa, o PSI-20 avançou 0,42% nesta sexta, chegando aos 5.518,53 pontos e assegurando uma valorização semanal de 5,78%. Já em Madri, que teve o maior avanço da semana (+7,53%) dentre as bolsas europeias, a alta diária foi de 1,26%, para 10.309,60 pontos.  

Bolsa de Xangai fecha em alta de 1,27%; Tóquio sobe 1,64%

As bolsas da China fecharam em alta nesta sexta, também impulsionadas pelo Fed. Em Xangai, o índice Xangai Composto subiu 1,27%, aos 3.183,15 pontos enquanto o SZSE Component avançou 1,40%.

Em Tóquio, o Nikkei 225 teve alta de 1,64%, aos 18.438,67 pontos; em Seul, o Kospi avançou 0,68%, aos 2.019,53 pontos; em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,46%, aos 22.458,80 pontos; em Cingapura, o Straits Times subiu 1,50%, aos 2.991,32 pontos.

Taiwan foi a única bolsa asiática que fechou em queda. O índice Taiwan Weighted caiu 0,58%, aos 8.445,96 pontos.

No encerramento em Sydney, o índice S&P/ASX 200 subiu 1,33%, alcançando um novo nível recorde máximo de 1 mês.

Por Ana Siqueira