Puxado por Petrobras, Ibovespa segura oitava alta seguida

Dólar acentuou suas perdas após ata do Fomc; moeda terminou cotada a R$ 3,7931

Puxado pela disparada nas ações da Petrobras, que acompanharam a valorização nos preços do petróleo, o Ibovespa fechou em alta pelo oitavo pregão seguido. A divulgação da ata do Federal Open Market Committee (Fomc) mostrando preocupação com o fraco desempenho da economia global também elevou os ânimos do mercado. No encerramento, o índice avançava 0,39%, para 49.106 pontos. 

No cenário político do Brasil, as tensões foram elevadas após a rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na avaliação de analistas, entretanto, a decisão não teve grande peso nas negociações desta quinta-feira (8). Isso porque era esperada por grande parte dos investidores, já tendo sido "precificada" nas negociações.

Na ata divulgada pelo Fomc, do Federal Reserve, seus representantes reforçam que o atual nível de inflação dos Estados Unidos continua abaixo do ideal. Com isso, economistas estimam um novo adiamento na elevação da taxa de juros norte-americana e os mercados emergentes ganham um impulso. 

>>> Fraqueza da economia global fez Federal Reserve manter juros

No destaque das ações, a Petrobras volta a figurar no terreno positivo do Ibovespa. A estatal acompanhou o bom desempenho do barril de petróleo e fechou o dia em alta de 3,37% em suas ações ordinárias (PETR3, R$ 10,75) e de 3,31% nas preferenciais (PETR4, R$ 8,75). Os papeis da Vale, entretanto, operaram entre perdas e ganhos durante todo o pregão. No encerramento, as ações ordinárias (VALE3) caíam 0,45%, cotadas a R$ 20,06, enquanto as preferenciais (VALE5) subiam 0,57%, a R$ 15,94.   

>>> Petróleo encerra em forte alta

Bolsas europeias revertem baixa e fecham em terreno positivo

As principais bolsas europeias fecharam a quinta em alta, impulsionadas por indicativos de que o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) manterá uma política monetária "acomodatícia". Embora tenham aberto em baixa, os índices do Velho Continente consolidaram seus ganhos com a divulgação de atas das duas instituições financeiras.

Na ata da reunião de 3 de setembro do BCE, os membros do conselho de diretores do banco deixam claro que a situação econômica da zona do euro ficou mais desafiadora desde o segundo trimestre. Eles ainda apontam perspectivas negativas para a inflação da região.

O mesmo acontece na ata da última reunião do BoE. O banco britânico sinaliza que manterá sua seus juros em níveis baixos pelo tempo que for necessário. A instituição decidiu manter a taxa benchmark em 0,5%, menor nível histórico, e o teto de seu programa de compra de ativos em 373 bilhões de libras. 

Por fim, as expectativas em relação à ata da reunião de setembro do Federal Reserve emprestaram certa cautela às negociações do mercado europeu. O documento foi divulgado por voltas das 15h, no horário de Brasília, quando as bolsas da Europa já tinham encerrado seus trabalhados. 

No encerramento, o pan-europeu Stoxx 600 subia 0,19%, para 361,61 pontos. Este é seu quinto dia consecutivo de valorização, a mais longa sequência de avanços desde o início de agosto de 2015. 

Em Londres, o FTSE-100 subiu 0,61%, aos 6.374,82 pontos. Em Frankfurt, o DAX 30 avançou 0,23%, para 9.993,07 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,18%, aos 4.675,91 pontos. Em Madri, o Ibex 35 se valorizou 0,11%, para 10.181,20 pontos.

Xangai fecha em alta de 2,97%; Tóquio cai 0,99%

As bolsas da China reabriram em alta nesta quinta, depois de permanecerem fechadas uma semana devido ao feriado nacional. Em Xangai, o índice Xangai Composto avançou 2,97% aos 3.143,36 pontos enquanto o SZSE Component subiu 4,07%.

Já em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 0,99%, aos 18.141,17 pontos; em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,71%, aos 22.354,91 pontos; em Cingapura, o Straits Times caiu 0,38%, aos 2.951,81 pontos; em Taiwan, o Taiwan Weighted teve queda de 0,58%, aos 8.445,96 pontos.

Em Seul, o Kospi fechou em alta de 0,68%, aos 2.019,53 pontos. No encerramento em Sydney, o índice S&P/ASX 200 subiu 0,24%.

Na quarta-feira (7), as bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta, impulsionadas pelas ações do setor de energia.

Por Ana Siqueira