Petróleo dispara com alta de ações na China e temores na Síria

Os preços do petróleo chegaram a seu patamar mais alto em cinco semanas nesta quinta-feira (8), impulsionados pela alta do mercado de ações da China e ações militares da Rússia na Síria, que gera riscos para a produção da commodity na região.

Na International Exchange (ICE) de Londres, os futuros de Brent para novembro sobem US$ 1,72 (3,34%), negociados a US$ 53,05 o barril, às 14h37.

No mesmo horário, os futuros do Intermediário do Texas (WTI) aumentam US$ 1,60 (3,35%), cotados a US$ 49,41 no encerramento da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Depois de permanecerem fechadas uma semana devido a um feriado nacional, as bolsas da China registraram fortes ganhos, puxando a valorização do barril. Em Xangai, o índice Xangai Composto avançou 2,97%, enquanto o SZSE Component subiu 4,07%.

A expectativa de ganhos fez com que o mercado deixasse para trás o anúncio de ontem (8) do Departamento de energia dos EUA, que divulgou um aumento das reservas de petróleo no país acima do previsto. Na semana que encerrou em 2 de outubro, os estoques da commodity aumentaram 3,1 milhões de barris, a 461 milhões. A expectativa era de alta de 2,25 milhões de barris.

"Houve um soluço com os dados dos EUA nesta semana, mas ainda se espera que a produção continue a cair", disse à Reuters o estrategista de commodities do Saxo Bank, Ole Hansen.

Na quarta-feira, os preços do barril de petróleo fecharam em baixa, depois de subir toda a manhã. O anúncio de aumento dos estoques americanos reverteu o otimismo dos investidores. Os futuros de Brent para novembro caíram US$ 0,71%, negociados a US$ 51,38 o barril. Já os futuros do Intermediário do Texas (WTI) diminuíram 1,48%, cotados a US$ 47,81.

por Pedro Leite