O Ibovespa registrou altas ao longo de toda quarta-feira (16), fechando com valorização de 2,51%, aos 48.553 pontos. O índice se beneficiou da forte alta das ações da Petrobras, que acompanhou os ganhos do barril do petróleo.
Os papéis Petrobras ON encerraram sendo negociados a R$9,48, valorização de 8,59%. A Petrobras PN valia R$8,14 no fechamento, aumento de 6,41%.
Em Nova Iorque, as ADRs (American Depositary Receipts) da empresa, ações negociadas nos EUA, também registraram alta, fechando a US$4,93, valorização de 8,59%.
"Além do contexto positivo de alta no petróleo, o cenário político contribuiu, sem anúncios de investigações que assustassem o mercado", avalia Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.
Notícias do mercado petrolífero americano, divulgadas nesta manhã, impulsionaram o setor. De acordo com a Administração de Informação de Energia (EIA) dos EUA, os estoques de petróleo cru no país diminuíram em 2,1 milhões de barris. As projeções indicavam que os estoques iriam crescer 1,2 milhões de barris. Os dados demonstraram cortes dos produtores americanos, preocupados com os preços, gerando expectativas de que a commodity se recupere.
O barril do Brent para entrega em novembro subiu 4,19%, chegando a US$ 49,75 e o WTI para entrega em outubro avançou 5,74%, fechando o pregão a US$ 47,15.
Expectativas por aquisição puxam bolsas europeias
As ações europeias também fecharam em alta, após a InBev anunciar que fará uma oferta por sua rival SABMiller. No segundo pregão de alta consecutiva da semana, continuou no radar dos investidores a reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
No encerramento da sessão, o FTSEurofirst 300 subia 1,57%, a 1.427 pontos. Desde a mínima do mês passado, o índice já avançou quase 10%. Por sua vez, o Euro Stoxx 50 cresceu 1,38% nesta quarta, chegando a 3.251 pontos.
Em Londres, o índice Financial Times teve valorização de 1,49%, aos 6.229 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,38%, para 10.227 pontos. Em Paris, o CAC-40 ganhou 1,67%, aos 4.645 pontos. Em Milão, o índice FTSE avançou 0,71%, a 22.059 pontos. Em Madri, o Ibex-35 apresentou alta de 1,99%, aos 9.976 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve valorização de 1,76%, para 5.100 pontos.
Bolsas da China fecham em alta
A bolsa de Xangai fechou em forte alta de 4,89% aos 3.152,26 pontos nesta quarta-feira enquanto o Índice SZSE Component ganhou 6,45%.
Os outros mercados asiáticos também subiram. Em Tóquio, o Nikkei 225, fechou em leve alta de 0,81% 18.171,60 pontos; Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,38% aos 21.966,66 pontos; em Seul, o Kospi avançou 1,96% aos 1.975,45 pontos; em Cingapura, o Straits Times teve alta de 1,21% aos 2.875,33 pontos; e em Taiwan, o Taiwan Weighted subiu 0,89% aos 8.333,29 pontos.
No encerramento em Sydney, o índice S&P/ASX 200 ganhou 1,60%.
Segundo analistas, os investidores estão mais confiantes depois da última medida de Pequim para coibir irregularidades nos negócios com ações. Na terça-feira, a polícia chinesa deteve vários executivos da Citic Securities, a maior corretora do país, por suposto envolvimento num caso de "insider trading".
Real se valoriza em relação ao dólar
Com a expectativa nos mercados câmbio pela decisão do Federal Reserve (banco central americano) se aumenta ou não os juros, o dólar fechou em queda de 0,74% ante o real, cotado a R$ 3,8341. A reunião começou nesta quarta-feira e termina amanhã (17/9) e muitos analistas não acreditam em uma elevação.
Apesar do cenário doméstico de dúvidas quanto ao futuro do ajuste fiscal no Brasil, que depende de aprovação no Congresso, pesou o avanço das bolsas chinesas.