O Conselho de Administração da Petrobras nomeou, em reunião realizada na segunda-feira (14/9) o conselheiro Luiz Nelson Guedes de Carvalho para exercer as funções da presidência do Colegiado durante a licença do presidente do Conselho Murilo Ferreira.
A duração da licença foi deferida pelo Conselho até o dia 30 de novembro de 2015.
O suplente do presidente do Conselho da Administração da Companhia, Clovis Torres Junior, também se licenciou do Colegiado até 30 de novembro de 2015.
Murilo Ferreira comunicou na segunda-feira (14) pedido de licença do colegiado até 30 de novembro de 2015. A Petrobras não deu detalhes sobre o motivo do afastamento, mas a assessoria de imprensa da Vale, onde Ferreira continua a ocupar o posto de presidente-executivo, divulgou que a decisão foi tomada por motivos pessoais. Ferreira estava a frente do Conselho de Administração da estatal desde abril deste ano.
Veja a nota oficial da Petrobras sobre a licença de Murilo Ferreira:
"Petrobras informa que o Presidente de seu Conselho de Administração, Sr. Murilo Pinto de Oliveira Ferreira, comunicou hoje sua licença desse colegiado até 30 de novembro de 2015."
Petrobras: financiamentos não estão atrelados ao rating das agências de risco
Na quinta-feira da semana passada, a Petrobras divulgou comunicado a respeito da divulgação de seu novo rating pela agência Standard & Poor's, reiterando que a financiabilidade dos projetos da estatal, no médio prazo, foi alcançada por meio de financiamentos captados este ano junto a instituições financeiras no Brasil e no exterior. A S&P rebaixou a nota da estatal em dois níveis, de 'BBB-' para 'BB', com perspectiva negativa.
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A companhia esclareceu, ainda, que seus financiamentos não possuem cláusulas atreladas ao rating das agências classificadoras de risco. Ou seja, a reclassificação não provocará alterações nos contratos vigentes.
De acordo com a nota oficial, a Petrobras tem adotado um conjunto de medidas internas de melhoria de seus processos produtivos e de gestão de modo a reduzir custos e, com isso, conquistar maior competitividade.
"Até 2019, a companhia projeta obter redução de custos operacionais da ordem de US$ 12 bilhões. Dentre as medidas adotadas destacamos a redução do volume de investimentos (Capex) e a priorização do segmento de exploração e produção conforme previsto no novo Plano de Negócios", conclui a nota.