"Estamos colhendo frutos dos esforços que fizemos", diz direção da Vale

Dirigentes da companhia comemoram balanço com lucro de R$ 5,144 bi no 2º trimestre.

Em conferência realizada com a imprensa na tarde desta quinta-feira (30), a diretoria-executiva da Vale comemorou os últimos resultados da companhia. Após três trimestres consecutivos de prejuízo, a mineradora apresentou um lucro líquido de R$ 5,144 bilhões, alta de 61,4% na comparação com o mesmo período de 2014.

O diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, destacou: "Estamos realmente muito animados com os resultados obtidos", Já Peter Poppinga, diretor-executivo de Ferrosos, ressaltou que se trata de um momento histórico também em relação à qualidade do produto. “É a primeira vez, depois de dez anos, em que estamos apresentando teores de ferro crescentes. Foi uma virada de jogo. Estamos colhendo os frutos dos esforços que fizemos”, comemora. O teor de concentração do minério de ferro da Vale chegou a 63,2% no 2º tri, frente a 63% nos primeiros três meses de 2015. 

>> Vale mostra que este é o Brasil de verdade

A diretoria-executiva da empresa falou ainda sobre perspectivas futuras. Segundo Murilo Ferreira, o programa de desinvestimentos iniciado em 2011 já está perto de seu fim. O diretor também elogiou o programa de redução de custos, uma das mudanças classificadas por ele como “estruturais” para a companhia. Embora não tenha confirmado cortes adicionais, Ferreira disse que o mantra da empresa continua sendo “disciplina para alocação de capital”.

No que se refere a metais básicos, Ferreira estima que o preço médio para o próximo semestre vá ser menor do que o esperado, mas afirma que a Vale ainda pretende produzir “pouco mais de 300 mil toneladas este ano”. Quanto a carvão, os dirigentes ainda vêem uma situação bastante adversa, mas estão otimistas em relação a fertilizantes.  

Questionado por jornalistas sobre possíveis fechamentos de minas, Ferreira foi incisivo: “Nós vamos trabalhar com as minas sustentáveis, tantas quantas apresentarem margens positivas. Uma mina não carrega a outra.” Peter Poppinga completou: “Na verdade, estamos otimizando fluxos de produção. É muito importante essa diferenciação. Elas continuam de uma forma diferente, produzindo minérios mais sustentáveis.”

Além do fim da desvalorização cambial, o resultado positivo da Vale neste 2º trimestre foi influenciado pela redução do custo de produção de minério de ferro – que chegou a US$ 15,8 no período, o menor custo já registrado pela empresa. O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 6,817 bilhões no 2º trimestre, ante R$ 9,136 no mesmo período de 2014.

Vale tem lucro de R$ 5,144 bilhões no 2º trimestre, alta de 61,4%

A Vale apresentou um lucro líquido de R$ 5,144 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 61,4% em relação ao observado um ano antes. A companhia reverteu o prejuízo em relação aos três primeiros meses do ano.  As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (30).

No mesmo período de 2014, a mineradora registrou lucro de R$ 3,187 bilhões. Em dólares, o lucro líquido foi de US$ 1,675 bilhão no trimestre passado, ante estimativa média do mercado de US$ 408 milhões.

O Ebitda ajustado da companhia, importante indicador da geração de caixa, somou R$ 6,817 bilhões no segundo trimestre, ante R$ 9,136 bilhões no mesmo período de 2014.

A Vale informou que no desempenho operacional, o destaque foi a forte performance do minério de ferro com produção de 85,3 milhões de toneladas, o que representa a maior produção para um segundo trimestre e a segunda maior produção da história da empresa. "A Vale vem se tornando cada vez mais competitiva e essa será a tônica para os trimestres seguintes: resultados crescentes e margens crescentes, independentemente do cenário desafiador de preços", afirma Luciano Siani, diretor-executivo de Finanças e Relação com Investidores.

O resultado foi favorecido pela redução do custo de produção de minério de ferro e pelo fim da desvalorização cambial que vinha influenciando negativamente os últimos resultados. O custo de produção caiu de US$ 18,3 por tonelada no primeiro trimestre do ano para US$ 15,8 no segundo trimestre, o menor custo já registrado pela empresa.

"Sem desvalorização cambial, que impacta o valor da nossa dívida em dólares, e que, portanto, acarreta um volume grande de despesas financeiras, a Vale voltou a ter lucro, com resultado bastante expressivo. Isso é motivo de muita alegria", afirma Siani.