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Europeus propõem mais austeridade à Grécia para permanecer no euro

Alemanha propõe a criação de um fundo que reagrupe os ativos gregos frutos das privatizações

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Os 19 líderes da zona do euro propuseram neste domingo (12/7) colocar a Grécia praticamente sob tutela em troca de um terceiro plano de resgate, segundo um documento preliminar que serve de base às negociações em andamento entre Atenas e seus sócios.

Entre as opções sobre a mesa também há uma proposta alemã de criar fora da Grécia um fundo financiado por receitas das privatizações, que seria usado para pagar a dívida. O dinheiro viria das privatizações prometidas, com o valor total de 50 bilhões de euros. Este fundo serviria posteriormente para pagar a dívida do país.

O projeto, preparado pelos ministros das Finanças da zona do euro, também não descarta uma saída do país do bloco econômico, o  "Grexit".

"Caso não haja um acordo, deverão ser oferecidas à Grécia rápidas negociações para uma saída temporária da zona do euro", afirma o texto.

Este plano incluído a pedido do ministro alemão das Finanças, não é uma proposta definitiva.

Para restabelecer a confiança, o projeto também exige que o Parlamento aprove até quarta-feira (15/7) as medidas de ajuste e pede para supervisionar a legislação do país.

"O governo (grego) deverá consultar e acordar com as instituições todos os projetos de lei em áreas relevantes antes de submetê-las à consulta pública ou ao Parlamento", afirma o Eurogrupo.

Os ministros das Finanças estimam as necessidades para um terceiro resgate da Grécia de 82 a 86 bilhões de euros e também pedem uma reforma restritiva das aposentadorias, a abertura de lojas aos domingos, a liberalização de farmácias e de outros setores como o energético, assim como novas privatizações.

A desconfiança e as dúvidas sobre a vontade da Grécia de aplicar as reformas e ajustes que apresentou na semana passada marcaram o início desta cúpula, na qual Alemanha e França se opõem radicalmente.

"Não haverá acordo a qualquer preço", disse a chanceler alemã, Angela Merkel, ao chegar à reunião, acrescentando que foi perdida "a moeda mais importante: a confiança e a confiabilidade".

"A França fará todo o possível para alcançar um acordo", afirmou, por sua vez, o presidente francês, François Hollande, enquanto o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que um acordo é possível "se todas as partes quiserem".

A cúpula dos 19 líderes da zona do euro, convocada de urgência na semana passada e apresentada como a última oportunidade para evitar o pior, "durará até que concluamos as negociações sobre a Grécia", disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Para facilitar as negociações, Tusk decidiu cancelar um encontro dedicado à Grécia que estava previsto para este domingo com os 28 líderes do bloco europeu.

Tsipras: Podemos chegar a acordo se todos quiserem