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Bovespa recua por apreensão sobre China e Grécia

Bolsas da Ásia têm forte baixa. Xangai cai 5,9%

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Nesta quarta-feira (8), o principal índice da Bovespa opera em baixa, com reflexos das fortes quedas no mercado na China, e também de olho na definição sobre a situação da Grécia.

Às 11h20, o Ibovespa caía 0,22%, a 52.228 pontos, com Pão de Açúcar e Vale registrando as maiores quedas (-2,42 e - 2,31%, respectivamente).

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JB antecipou a forte queda do mercado na China, na noite de terça-feira. De acordo com o ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas, a bolsa de Xangai é composta "metade por valores e metade por commodities", e explica que o país está diminuindo sua demanda principalmente por minério de ferro.

"A China entrou em um programa de construção de casas, aeroportos, estradas. Chegou um momento em que ela esgotou sua capacidade. A China não vai mais fazer tantas construções, portanto vai consumir menos aço e [consequentemente] menos minério de ferro. O comércio internacional vai reduzir um pouco, mas não vai acontecer nada menos que um ajuste. Não é nada dramático."

Galvêas  destaca os reflexos para o Brasil. "O Brasil depende muito mais da China do que a Europa. Para o Brasil, [a diminuição do crescimento da China] é um problema, mas não é de hoje. O comércio da China com o Brasil já está caindo. O Brasil está sofrendo mais que os outros. Os países mais vulneráveis neste processo são os que exportam para a China, como o Brasil."