As bolsas asiáticas abriram em baixa no pregão desta quinta-feira (8) ainda repercutindo as fortes desvalorizações nas bolsas chinesas na sessão anterior. A bolsa de Xangai abriu com perdas de 2,15% aos 3.432,45 pontos, mesmo com medidas tomadas pelo governo chinês para evitar maiores perdas. Na véspera, havia iniciado em queda de 6,07% e passou o dia em forte desvalorização, fechando com prejuízos de 5,9%.
O Índice FTSE ST All Share, principal indicador do mercado de ações da Bolsa de Valores de Cingapura (Singapore Exchange - SGX), abriu a sessão de negociação desta quinta-feira em baixa de -0.76%, sendo cotado em 781,48 pontos.
No pregão anterior, o índice FTSE Straits Time All Share fechou cotado em 786,69 pontos. A Bolsa de Valores de Cingapura (SGX) está entre as maiores bolsas de valores do mundo e é a segunda maior bolsa do continente asiático em cotações.
Já o Índice Nikkei 225, principal indicador do mercado de ações da Bolsa de Valores de Tóquio (Tokyo Stock Exchange), abriu a sessão de negociação desta quinta-feira em baixa de -1.97%, sendo cotado em 19.422,78 pontos. No pregão anterior, o índice Nikkei 225 fechou cotado em 19.737,64 pontos.
As autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (8) uma série de medidas para conter o pânico de três semanas nos mercados, o qual fez as Bolsas de Valores do país apresentarem novas quedas.
O governo ordenou que as companhias estatais comprem ações e aumentou a quantidade de papeis que as empresas podem adquirir, além de prometer a manutenção da liquidez e do crédito aos investidores.
Depois de um crescimento de 150% em um ano, desde junho de 2014, as Bolsas de Xangai e Shenzhen começaram a cair continuadamente, o que afetou os pequenos investidores. Mais de 1,4 mil empresas, o que corresponde a quase metade das listadas nas Bolsas, pediram a suspensão da venda de suas ações, na tentativa de conter as perdas. Os efeitos do mercado chinês já começaram a afetar outras Bolsas, principalmente as asiáticas.
>> Bovespa recua por apreensão sobre China e Grécia
>> Bolsas da Ásia têm forte baixa. Xangai cai 5,9%
>> Dólar sobe ante real, influenciado por China e Grécia
>> Bolsas de Nova York abrem em queda
>> Bolsas europeias sobem com a perspectiva de acordo da Grécia
O JB antecipou a forte queda do mercado na China, na noite de terça-feira. De acordo com o ex-ministro da Fazenda Ernane Galvêas, a bolsa de Xangai é composta "metade por valores e metade por commodities", e explica que o país está diminuindo sua demanda principalmente por minério de ferro.
"A China entrou em um programa de construção de casas, aeroportos, estradas. Chegou um momento em que ela esgotou sua capacidade. A China não vai mais fazer tantas construções, portanto vai consumir menos aço e [consequentemente] menos minério de ferro. O comércio internacional vai reduzir um pouco, mas não vai acontecer nada menos que um ajuste. Não é nada dramático."
Galvêas destaca os reflexos para o Brasil. "O Brasil depende muito mais da China do que a Europa. Para o Brasil, [a diminuição do crescimento da China] é um problema, mas não é de hoje. O comércio da China com o Brasil já está caindo. O Brasil está sofrendo mais que os outros. Os países mais vulneráveis neste processo são os que exportam para a China, como o Brasil."
Com Ansa