Grécia tem divergência com credores

Eurogrupo analisará hoje duas propostas, que poderão ser a base de um acordo

Os ministros das Finanças da zona do euro se reunirão nesta quinta-feira (25/06) em Bruxelas sem que a Grécia e seus credores, que são a União Europeia e Fundo Monetário Internacional, tenham chegado a um acordo. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras criticou os credores por rejeitar suas últimas propostas de reformas, com o argumento de que elas são inviáveis.

O Eurogrupo analisará duas propostas, que poderão ser a base de um acordo, uma das instituições credoras e outra da Grécia. A proposta das instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) seria uma base de discussão, não um ultimato.

Os ministros das Finanças do Eurogrupo se reunirão nesta quinta-feira (25/6) antes da reunião de cúpula de chefes de Estado e de Governo da UE, durante a qual a Grécia permanecerá em discussão.

A reunião entre ministros das finanças da zona do euro e autoridades gregas nesta quarta-feira terminou sem acordo. A delegação grega não aceitou as propostas dos credores, mas as negociações irão continuar. Nova reunião foi marcada para esta quinta-feira (25).

Tsipras tem dito publicamente que os credores parecem não querer ceder propositadamente, ecoando críticas do partido Syriza de que os negociadores estariam determinados a colocar o premiê em uma posição "impossível" de ser resolvida: se ele levar o acordo à votação no Parlamento grego e perder, será forçado a renunciar. E teria de levar consigo o único governo esquerdista radical do continente.

Reunião do dia anterior termina sem acordo

A reunião do Eurogrupo terminou mais cedo do que era esperado. O ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, confirmou que o novo encontro será realizado amanhã, a partir das 8 horas (horário de Brasília). 

Atenas e os sócios tentam chegar a um acordo sobre um programa de reformas, para que o governo grego possa receber uma parcela de ajuda de 7,2 bilhões de euros e pagar em 30 de junho EUR 1,5 bilhão ao FMI.