Bovespa tem queda nesta quinta com aprovação da MP 664 e blue chips

Após a aprovação no Senado da MP 664, que restringe o acesso à pensão por morte, na noite da última quarta-feira (27), o mercado financeiro reage com queda. Desde sua abertura, a Bovespa tem desvalorização crescente puxada também por perdas de Petrobras, Vale e bancos. Com perdas de 0,48, o índice da bolsa chega ao nível de 53.976 pontos nesta quinta-feira (28), seguindo movimento contrário ao do dólar, que tem alta de 0,59%, cotado a R$ 3,16. 

Os papéis da Petrobras operam em alta por conta do anúncio que a Petrobras pretende fazer uma Oferta Pública Inicial (IPO) ainda no primeiro semestre. A estatal avalia a possível combinação de uma oferta primária com uma secundária, oferecendo parte do capital da BR Distribuidora junto com um aumento de capital, o que iria aumentar seu volume de caixa.

Ontem, houve suspensão, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), do leilão de um gasoduto de extensão de 11,4km , que a petroleira pretende organizar. Segundo o órgão, há indícios de que o valor da concessão, que é de R$ 140 milhões, esteja superestimado.

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Informações divulgadas ontem por revista dizem também que a empresa está negociando uma de suas subsidiárias, a Transpetro, com um um empresário egípcio. A transação pode envolver venda de parte ou a totalidade da empresa. Os papéis da petroleira abriram em alta, apresentando em seguida uma queda, mas permaneceram voláteis boa parte do pregão, mostrando uma valorização sólida apenas nas últimas horas da sessão, com ganhos de 0,67% nas ações ordinárias (PETR3) e 0,96% nas preferenciais (PETR4) e valores de R$ 13,61 e R$ 12,67, respectivamente. 

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Os ADR's (American Depositary Receipts) da empresa, negociados no exterior tiveram queda pela manhã mas viraram para leves ganhos, cotados a US$ 8,64 nos papéis correspondentes às ações ordinárias e a US$ 8,00 nos preferenciais. 

Apesar do contínuo aumento no preço do minério de ferro no porto de Qingdao na China, as ações da Vale apresentam queda nas negociações desta quinta. As preferenciais (VALE5) têm desvalorização de 2,16%, sendo cotadas a R$ 17,20. Já as ordinárias da empresa (VALE3) apresentam queda de 1,96% sendo vendidas a R$ 20,54. 

O setor bancário também foi responsável por perdas da bolsa. Papéis dos principais banco como Bradesco (BBDC3 -0,84%; R$ 27,18 e BBDC4 -0,62%; R$ 28,99), Itaú Unibanco (ITUB4 -1,18%; R$ 35,20) e Banco do Brasil (BBAS3 -2,26%; R$ 23,40) tiveram perdas com a pressão econômica e desafios pela frente, segundo relatório divulgado pelo Deutsche Bank. 

No exterior, China tem perdas e dólar volta a subir

No exterior, o dia foi de uma altíssima perda na bolsa chinesa, com o índice Shanghai Composite (SSE) fechando com uma perda de 6,5%, a maior em quatro meses, desde que fechou com uma desvalorização de 7,7% em 19 de janeiro. As negociações encerraram às 04h com a soma de 4,620 pontos. A queda foi após o anúncio que o China Central Huijin Investment, fundo monetário soberano na potência asiática, decidiu reduzir sua participação nos maiores bancos estatais pela primeira vez. A notícia levou os investidores a venderem seus papéis, principalmente no setor bancário.

O motivo da desvalorização encontrada nos mercados do exterior é por preocupações com as possíveis medidas que o governo chinês pode tomar para conter o rali da bolsa no país, além das negociações da dívida externa grega. 

Apesar do movimento de queda no resto do mundo, a bolsa japonesa Nikkei fechou as negociações desta quinta com uma pequena valorização de 0,39%, somando 20.551 pontos às 03h. 

O dólar também teve alta nesta quarta-feira, com variação de 0,59%, encerrando cotado a R$ 3,16. A moeda americana acumula ganhos nos últimos dias com cenário de possíveis apertos econômicos nos Estados Unidos, o que faz diminuir a atratividade em outros tipos de investimentos.