Após mais de 6,6 mil demissões, Enseada busca recursos para retomar atividades

O site Petronotícias publica nesta quarta-feira uma reportagem sobre a crise nos estaleiros e os seus impactos para as empresas e trabalhadores. "A crise que vem batendo à porta dos estaleiros brasileiros cresce a passos largos e os números negativos impactam não só às grandes empresas, mas em grande parte aos trabalhadores, que veem a cada dia seus empregos sendo levados para a China. Um dado claro desse declínio da indústria offshore é a situação do Estaleiro Enseada, na Bahia, onde 6.663 pessoas foram demitidas apenas entre novembro de 2014 e o mês passado", diz o site. 

O agravamento da realidade na região, que recebeu uma injeção de investimentos nos últimos anos, fez com que as lideranças políticas do estado se reunissem no início da semana, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, para tentar salvar o empreendimento que sofre com a falta de recursos. Agora a empresa luta para receber uma linha de financiamento de R$ 600 milhões, já aprovada pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), mas que ainda não foi liberada pelas instituições repassadoras: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

A questão dos recursos para o Enseada não se refere apenas ao acordo do estaleiro com o fundo, já que a situação da Sete Brasil tem sido um fator determinante para que os bancos passassem a dificultar o crédito. Desde que a empresa de sondas começou a aparecer na Operação Lava Jato, os recursos foram escasseando, e recentemente o conselho da Sete Brasil aprovou uma reestruturação da carteira de projetos, com a previsão de reduzir as encomendas. O número certo de sondas da nova cartela de negócios da companhia ainda não foi divulgado oficialmente pela empresa, mas a informação extraoficial é de que serão 16 unidades. O total anterior era de 29, sendo 23 do tipo navio-sonda e seis do tipo semissubmersível.

O estaleiro Enseada responde por uma parcela significativa dessa carteira, com seis navios-sonda: Ondina, Pituba, Boipeba, Interlagos, Itapema e Comandatuba. Apesar das especulações em torno do cancelamento de 13 unidades, o Diretor de Relações Institucionais e de Sustentabilidade da Enseada, Humberto Rangel afirmou, em nota enviada ao Petronotícias, que desconhece “qualquer nota pública sobre o assunto” e diz que não recebeu “qualquer nota individualizada se referindo a modificações dos contratos assinados com a empresa”, reiterando que o valor global do contrato para fabricação das seis sondas de perfuração para exploração do pré-sal é de US$ 4,8 bilhões e está garantido.

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