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Em encontro com Merkel, premier grego pede 'correções' sociais

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Opostos como a água e o vinho, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, tiveram uma reunião nesta segunda-feira (23) em Berlim para discutir a impagável dívida de Atenas. Essa foi primeira visita oficial à capital alemã do líder grego, que garantiu querer manter os acordos já assinados, apesar de seu discurso antiausteridade. 

"Queremos manter os tratados, mas deve haver algumas correções no plano social. A Grécia precisa de um 'mix político' para superar a situação negativa em que se encontra, prevendo acima de tudo reformas estruturais", disse Tsipras.    

Por outro lado, Merkel, a grande entusiasta das políticas de rigor fiscal na União Europeia, afirmou que deseja ver Atenas economicamente mais forte. "Queremos que a Grécia cresça e deixe para trás o elevado desemprego, principalmente entre os jovens", ressaltou.    

Neste momento, o governo grego tenta obter uma extensão de quatro meses no plano de resgate europeu para o país, mas para isso precisará apresentar uma lista detalhada das reformas que pretende fazer. Os projetos precisam ser chancelados pelo Banco Central Europeu (BCE), pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Comissão Europeia, antes de seguirem para o Eurogrupo, entidade que reúne os ministros de Finanças da zona do euro. Apenas depois disso, Atenas verá a cor do dinheiro.    

"Temos às nossas costas um programa de ajuda à Grécia que não é uma história de sucesso. Pelo contrário, trouxe resultados terríveis e enormes problemas sociais", acrescentou Tsipras.