Levy promete subir superávit primário para 2% em 2016

Futuro ministro da Fazenda criticou baixa poupança no Brasil

Nomeado oficialmente nesta quinta-feira (27) como ministro da Fazenda pela presidente Dilma Rousseff, Joaquim Levy afirmou que a meta de superávit primário do governo só deve superar os 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.    

Segundo ele, seu objetivo será promover em 2015 uma economia de 1,2% para pagar os juros da dívida pública, número que deve subir nos anos seguintes. "A meta do superávit primário para 2016 e 2017 não será menor do que 2%", garantiu.    

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Apelidado de "mãos de tesoura" por ter realizado cortes nos gastos públicos quando foi secretário do Tesouro no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, Levy ainda criticou a baixa poupança registrada no Brasil, ressaltando que o governo deve dar o exemplo para os outros entes da federação, o setor privado e as famílias.    

"Não escapa dos agentes econômicos que a taxa de poupança no Brasil tem sido baixa", declarou o substituto de Guido Mantega. No entanto, ele não quis adiantar quais medidas irá tomar à frente da Fazenda ou se irá elevar impostos. 

"Estamos em um processo de transição exatamente para a formulação de um conjunto de medidas. Não temos pressa em fazer um pacote. Algumas coisas vêm sendo discutidas e elas vão no caminho da diminuição de despesas. Seria precipitado dar um receituário agora", ressaltou.