Confiança da Indústria recua em setembro, diz FGV

Nesta terça-feira, 30, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 2,8% entre agosto e setembro de 2014, ao passar de 83,4 para 81,1 pontos. Após a nona queda consecutiva, o índice atinge o menor patamar desde março de 2009 (77,1 pontos).

Houve deterioração tanto das avaliações sobre o momento presente quanto das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,9%, para 80,3 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,6%, para 81,9 pontos. “Ao final do terceiro trimestre, a atividade industrial mantém-se fraca. O setor se mostra insatisfeito com o ambiente de negócios e pessimista quanto à possibilidade de mudanças no horizonte de três a seis meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

A satisfação com o nível de demanda exerceu a maior influência na queda do ISA em setembro. Com queda de 6,1% sobre o mês anterior, para 72,9 pontos, o indicador atinge o menor nível desde fevereiro de 2009 (71,9). A proporção de empresas avaliando o nível de demanda como forte caiu de 6,9% para 1,9%, enquanto a parcela de empresas que o avaliam como fraco caiu em menor magnitude, de 29,3% para 29,0%.

As expectativas quanto à situação futura dos negócios exerceram a maior contribuição para a queda do IE neste mês. O indicador recuou 7,3%, para 95,9 pontos, sua sétima queda consecutiva, atingindo o menor nível desde abril de 2009 (89,6). Houve queda na proporção de empresas prevendo melhora da situação dos negócios, de 30,0% para 25,8%, e aumento da parcela das que projetam piora, de 26,5% para 29,9%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) diminuiu 0,2 ponto percentual (p.p.) entre agosto e setembro, de 83,2% para 83,0%, mantendo-se no menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%).

A edição de setembro de 2014 coletou informações de 1.189 empresas entre os dias 02 e 25 deste mês.