A revista online norte-americana online Slate publicou uma reportagem no último domingo (3), onde diz que por muito tempo, a venda e consumo de eletricidade, esteve alinhada com o crescimento da economia. Nos últimos anos, esse panorama mudou nos EUA. Nos últimos anos, a venda no varejo atingiu o pico de 3,77 trilhões de killowatt por hora, em 2008, caindo desde então. O total de 2013 foi de 3,69 trilhões de killowatt por hora, 2% a menos do que em 2008.
O "culpados" são vários: mudanças na economia (menos indústria, mais serviços), preços elevados, mais pessoas e empresas gerando sua própria energia e um foco renovado em eficiência. E, pontua o jornal, um fator que pode ser subestimado: a destruição da demanda.
“Destruição da demanda é diferente de eficiência energética”, diz a revista. “Eficiência é quando se decide usar um pouco menos do recurso – apagando as luzes, dirigindo um carro mais econômico. Isso pode ser ruim para o fornecedor, mas é parte do modelo de negócio”, comenta.
“Redução estratégica da demanda é parte do negócio, mas destruição da demanda, não”, analisa a revista. “A destruição da demanda ocorre quando você elimina ou reduz substancialmente a necessidade para um recurso de forma permanente”, explica, dizendo que “inovações na tecnologia e modelos de negócio podem apressar o processo de destruição de demanda – basta pensar no iTunes cortou a venda de CDs. E há sinais de que isso está acontecendo com a eletricidade”, completa o jornal.