Maioria dos bancários voltará ao trabalho na segunda-feira

Os bancários de grande parte do Brasil aceitaram nova proposta de reajuste salarial e decidiram encerrar a greve que durava 23 dias na noite da sexta-feira. No entanto, algumas cidades ainda farão assembleias na segunda-feira e o outros sindicatos não seguiram a recomendação do Comando Nacional dos Bancários de acabar com a paralisação.

A categoria terá reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%, e os pisos serão reajustados em 8,5%, com ganho real de 2,29%. A greve deste ano foi a mais longa desde 2004. Para compensar o tempo sem serviço prestado aos clientes, os bancários ampliarão o atendimento em no máximo uma hora por dia até 15 de dezembro - isso compensará apenas 29% do tempo de paralisação.

Agências de bancos privados no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro já voltaram ao trabalho na sexta-feira. Na Grande São Paulo, o retorno está marcado para segunda-feira. No Rio de Janeiro, apenas os empregados da Caixa Econômica Federal não conseguiram fazer assembleia na véspera.

Em Campo Grande (MS) e Curitiba (PR) os bancários também aceitaram a proposta da Fenaban. Além disso, a greve chega ao fim nos estados de Alagoas, Amapá (com exceção da Caixa), Amazonas (com exceção do Banco da Amazônia), Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe (com exceção do BNB) e Tocantins.

No entanto, algumas localidades rejeitaram propostas específicas. É o caso de Rio Grande do Sul, Maranhão, Santa Catarina, Pará, Acre e Brasília. Estas regiões devem realizar novas assembleias na segunda-feira para decidir se continuam com a greve.