Indicadores em queda revertem tendência da economia 

Depois de alta, alimentos agora derrubam a inflação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (7/8) uma série de indicadores que apontam para uma reversão da economia. A inflação que vinha preocupando o governo e analistas do mercado, ficou quase nula em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,03% no período.  Em junho, a taxa havia sido de 0,26% e em  julho do ano passado, a inflação ficou em  0,43%.

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Com essa redução, o IPCA dos últimos 12 meses fica em 6,27%, com retorno do índice para dentro da meta que tem sua margem limite em 6,5%. Entre os principais responsáveis por essa queda estão os preços das passagens dos transportes e dos alimentos, sendo que este último ítem, em alguns casos, teve redução de mais de 50%. Essa redução, no entanto, não significa que a evolução dos preços já encontrou seu ponto de equilíbrio, mas aponta para uma tendência de queda, principalmente depois do alarmismo de alguns analistas. No ano, o IPCA ficou em 3,18%.

O IBGE divulgou ainda a variação de outro indicador bastante positivo para a economia que foi a queda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)., que mede inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos.  Em julho, esse índice ficou apresentou deflação (redução) de 0,13%. No mês anterior, o INPC apresentou uma inflação de 0,28%. A redução dos preços, verificada nesse índice, é um fator de grande importância por focar na maior parcela da população brasileira.

Outro indicador que deverá impactar positivamente na economia foi o Índice Nacional do Custo da Construção (Sinapi) que também registrou deflação de 6,15% em julho. Com essa queda de preços no setor, o índice apresenta nos últimos 12 meses uma deflação de 0,3% e de 2,3% somente neste ano. O custo da construção por metro quadrado passou de R$ 890 em junho para R$ 835 em julho. A queda do Sinapi foi puxada exclusivamente pela queda do custo da mão de obra, que teve deflação de 14,68% e passou a ser de R$ 374 por metro quadrado.