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Petróleo fecha em alta em Nova York a U$96,02 o barril

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Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Nova York nesta sexta-feira, após boas notícias econômicas nos Estados Unidos, positivas para a demanda de petróleo do maior consumidor mundial.

O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em junho subiu 86 centavos a 96,02 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com entrega em julho, fechou a 104,64 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), uma alta de 86 centavos em relação ao fechamento de quinta-feira.

Nas últimas semanas, "uma série de dados preocuparam um pouco o mercado" em relação à força da recuperação econômica nos Estados Unidos, especialmente as cifras do emprego de quinta-feira, disse Michael Lynch, da Strategic Energy and Economic Research.

Contudo, os indicadores publicados pela manhã ajudaram a inverter esta tendência, mostrando que o país se encaminha com mais força a uma recuperação e, portanto, para uma demanda de petróleo robusta, acrescentou.Um indicador muito esperado pelo mercado, o índice da confiança dos consumidores da Universidade de Michigan, divulgado nesta sexta-feira, registrou uma forte alta em abril.

O otimismo das famílias tende a ser um bom indicador do consumo nos Estados Unidos, um dos principais motores do crescimento da maior economia mundial. Esta cifra também é considerada como um sinal confiável para projetar a demanda de petróleo. "Nos aproximamos do verão (nos Estados Unidos), a época das grandes viagens de automóvel", portanto, é animador que sejam publicados dados desta tendência antes que as famílias planejem suas férias, disse o especialista.

"É uma boa notícia para o consumo de gasolina" no curto prazo, afirmou Phil Flynn, do Price Futures Group.Além disso, o índice composto do Conference Board, que dá uma ideia do desempenho da economia nos próximos meses, se recuperou em abril, após ter registrado uma leve queda no mês anterior.

Quanto à oferta, os operadores expressaram suas preocupações em relação ao forte aumento no mês de abril da produção dos países da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em um momento em que as reservas de petróleo continuam em um nível próximo de seu máximo histórico em 31 anos, alcançado no começo de maio."Este aumento da produção da Opep não vai ajudar a diminuir a sobre-oferta", disseram os especialistas do Commerzbank, que estimaram que o bloco envia atualmente quase um milhão de barris além do necessário".