A China fechou um acordo para comprar 60 aviões da francesa Airbus, em um negócio avaliado em cerca de US$ 8 bilhões. É o primeiro acordo do tipo desde que a União Europeia (EU) suspendeu a inclusão de aéreas estrangeiras em seu controverso plano que cobra as companhias pela emissão de carbono, de acordo com a BBC.
No ano passado, a Airbus alegou que a China bloqueou outras empresas de comprar aviões da companhia por conta do tratado europeu. O acordo faz parte da série de negócios realizados durante a visita do presidente francês Francois Hollande ao país asiático. A compra inclui 42 A320 e 18 A330.
A decisão de incluir companhias aéreas no Esquema de Comercialização de Emissões da União Europeia - plano para reduzir as emissões de gases do efeito estufa por meio de projetos que incluem o comércio de créditos para emissões - motivou, no ano passado, críticas internacionais e a ameaça de uma guerra comercial.
Pelo tratado, uma vez que as empresas excedam o seu limite de emissão de carbono, precisam pagar uma taxa para comprar limites extras. Depois de muita pressão de países como Estados Unidos, China e Rússia, entre outros, o órgão europeu suspendeu em novembro a inclusão de aéreas estrangeiras no plano de emissões por um ano.
Fabrice Bregier, chefe-executivo da Airbus, disse, segundo a Financial Times, que o "acordo mostra que a China reconhece os esforços" que a empresa e a União Europeia fizeram para resolver a questão do plano para diminuir a emissão de carbono e é um passo em direção à normalização dos negócios.