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Dados da Europa e balanços devem influenciar pregão

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As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar avanços nesta quinta-feira, influenciadas pelo desempenho positivo do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido e também por balanços corporativos. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.

Na Ásia, as bolsas encerraram o dia sem direção definida, impactadas por fatores locais. Já a bolsa de Tóquio finalizou o pregão com alta modesta, seguindo o cenário positivo, embora impactado pelos resultados fracos de três grandes empresas japonesas. O índice Nikkei 225 ganhou 82,62 pontos, a 13.926,08 unidades.

Enquanto isso, na Europa, as bolsas apresentam movimento de alta, influenciadas pelo desempenho positivo do PIB do Reino Unido e deixando em segundo plano o resultado negativo de balanços e o índice de desemprego do primeiro trimestre na Espanha.

Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,21%, aos 3.851 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,59%, aos 7.805 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,08% aos 6.437 pontos.

Entre as informações que ganham destaque, o Escritório Nacional de Estatísticas revelou que o Reino Unido evitou a recessão ao registrar um crescimento de 0,3% no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2012. O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, destacou que o dado é um "sinal promissor de que a economia está se recuperando".

No mesmo sentido, o ministro da Economia da Alemanha, Philipp Rösler, anunciou em sua conta no Twitter, que o governo alemão aumentou levemente nesta quinta-feira, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano a 0,5%, contra a estimativa anterior de 0,4%.

E deixando um tom de pessimismo no pregão, Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontou que o desemprego na Espanha voltou a crescer no primeiro trimestre de 2013 e atingiu o nível recorde de 27,16% da população ativa, superando seis milhões de pessoas em um país afetado pela recessão.

Do lado corporativo, o banco espanhol Santander anunciou uma queda de 26% no lucro do primeiro trimestre em ritmo anual, a € 1,205 bilhão, depois de um esforço para sanear as contas, segundo um comunicado, de € 60 bilhões em quatro anos. "Este resultado se deve à desaceleração das principais economias, à queda das taxas de juros ", afirmou o banco em um comunicado.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam a divulgação dos pedidos iniciais de auxílio desemprego semanal.

Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá apresentar desempenho em linha com o mercado externo. Mas, os investidores devem ficar atentos a publicação da Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a última reunião, onde a taxa básica de juros foi elevada para 7,50% ao ano.

E abrindo a agenda de indicadores internos, a Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, revelou que a taxa de desemprego foi estimada em 5,7%, a menor para o mês de março desde o início da série (março de 2002), sem variação em relação ao resultado apurado em fevereiro (5,6%).

Além disso, o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) registrou, em abril, taxa de variação de 0,84%, acima do resultado do mês anterior, de 0,28%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). E contribuiu para alta o índice referente à Mão de Obra que registrou variação de 1,15% contra os 0,14% do mês anterior.

Por fim, no mercado de câmbio, as moedas devem apresentar valorização em relação ao dólar.