Dados econômicos positivos nos EUA dão fôlego às bolsas

Indicadores econômicos norte-americanos dão fôlego às principais bolsas de valores mundiais, que fecham no positivo. Aqui, o Ibovespa seguiu em linha com o cenário externo e encerra o dia em alta.

Após o otimismo inicial com o acordo firmado entre as autoridades cipriotas, a possibilidade que mais países do bloco passem por plano semelhante de reestruturação do sistema financeiro causou perdas nas principais bolsas asiáticas. Diante deste cenário, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão com baixa de 0,60%. O índice Nikkei perdeu 74,84 pontos, a 12.471,62 unidades.

Mercados europeus acompanharam o otimismo das bolsas norte-americanas e fecham em alta diante de dados positivos de encomendas de bens duráveis e venda de imóveis novos nos EUA. OCAC-40, de Paris, registrou ganhos de 0,55% aos 3.748 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizou 0,11% aos 7.879 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentou alta de 0,33% aos 6.399 pontos.

Além disso, os agentes seguem atentos ao acordo firmado entre as autoridades cipriotas. Por lá, todos os bancos do Chipre permanecem fechados nesta terça-feira, o 11º dia consecutivo, que não registrava filas do lado de fora das agências, apesar do anúncio inicial de reabertura nesta terça-feira, depois adiado. Vale destacar que o presidente do Bank of Cyprus, principal banco do país, pediu demissão em função do plano de resgate concluído entre Chipre e os credores, que prevê a reestruturação do sistema bancário cipriota.

Vale destacar que a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) da Espanha suspendeu nesta terça-feira, a cotação da empresa de telecomunicações Telefónica na Bolsa de Madri até 9H00 GMT (7H00 de Brasília), um dia depois do grupo colocar à venda 1,979% de seu capital em ações próprias.

Em Wall Street o cenário não é diferente e bolsas fecham em campo positivo. O índice Dow Jones ganhou 0,77% aos 14.559 pontos; o S&P 500 valorizou 0,78% aos 1.563 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,53% aos 3.252 pontos.

Por lá, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou que as encomendas de bens duráveis no país tiveram um aumento de 5,7% em fevereiro na comparação com janeiro, para o nível sazonalmente ajustado de US$ 232,1 bilhões. Em janeiro houve uma queda de 3,8%.

No mesmo sentido, os preços dos imóveis residenciais apresentaram alta anual em janeiro, de acordo com informações apuradas pela S&P/Case-Shiller Home Price Indices, medido pela Standard & Poor's. No universo de 20 cidades, a alta foi de 8,1%. O número veio em acima com o esperado pelo mercado que era de 7,9%. Vale lembrar que em dezembro o índice apresentou alta de 6,8%.

Contudo, as vendas de novas casas no ambiente norte-americano (housing starts) registraram recuo de 4,6% para 411 mil unidades no mês de fevereiro, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos.

Além disso, a confiança do consumidor (Consumer confidence) dos Estados Unidos, medida pelo Conference Board, recuou em março. O índice marcou 59,7 pontos ante 68,0 pontos do mês anterior. O valor apresentado veio abaixo das estimativas do mercado que apontavam para uma queda para 68 pontos. As informações foram divulgadas hoje pela The Conference Board pela TNS.

No Brasil, o Ibovespa ficou em linha com cenário externo de recuperação das bolsas mundiais por conta dos índices econômicos positivos dos Estados Unidos e encerra o dia em campo positivo, após 5 dias de quedas. Com isso, o pregão nacional registrou valorização de 1,45%, aos 55.671 pontos. O giro financeiro ficou em R$6.132 bilhões.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, desacelerou e ficou em -0,18% na terceira prévia de março, ante -0,11% registrados na semana anterior.

Finalizando as informações locais, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,5% entre fevereiro e março, ao passar de 106,6 para 105,0 pontos , o menor patamar desde setembro de 2012, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na renda fixa, os juros futuros operaram estáveis. O contrato de DI, com vencimento em julho de 2013, o mais negociado, encerrou com taxa anual de 7,16%.

O dólar encerrou a sessão de hoje com alta de 0,15%. Com isso, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 2, 014 na compra e R$ 2,016 na venda.