Brasil e China assinam acordo bilateral de comércio

DURBAN - Os presidentes dos Bancos Centrais de Brasil e China, Alexandre Tombini e Zhou Xiaochuan, assinaram um acordo para utilizar as próprias moedas no comércio bilateral. 

O acordo foi firmado poucas horas antes do início da abertura da 5ª Cúpula do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) em Durban, na África do Sul. O acordo prevê cobrir o equivalente a US$ 30 bilhões ao ano, por um período de três anos, com o objetivo de proteger o fluxo comercial das flutuações de moedas estrangeiras. 

A presidente Dilma Rousseff chegou hoje ao país africano, e como primeiro compromisso encontrará o recém-eleito presidente chinês, Xi Jinping, para discutir o acordo bilateral. O tema central da 5ª Cúpula será a criação de uma instituição bancária como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). 

A previsão é que o capital da nova instituição seja em torno de US$ 50 bilhões. Todos os integrantes do bloco deverão ter direito a voto no Conselho de Administração da instituição. Também será discutida uma cooperação multilateral e parceria estratégica entre os cinco emergentes na luta contra o aquecimento global e para a segurança e estabilidade do mundo, com especial atenção para a situação na Síria. 

Participarão da Cúpula 125 delegados da China, o mesmo número da Rússia, 74 da Índia, 60 do Brasil e 242 da África do Sul. A África do Sul irá assumir a presidência rotativa do grupo após a reunião.