Ibovespa recua mais de 1% em linha com o exterior

O principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, opera em queda, refletindo os dados desanimadores da economia global. Há pouco, o índice, desvalorizava 1,13%, aos 56.775 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.533 bilhões.

Segundo relatório diário da Lerosa Investimentos, a esperança de que dias melhores virão para a Vale garantiu a recuperação do ativo e fez com que o Ibovespa registrasse variação positiva no dia de ontem. Porém, a situação para hoje não é nada animadora. Pressão no euro e fraco crescimento chinês deixam as commodities pressionadas e o petróleo atinge a mínima do ano, em US$ 91,00. A confirmação do baixo crescimento do PIB brasileiro não assusta, uma vez que se trata de uma fotografia passada e já esperada. O que fica é a dúvida na capacidade de recuperação e de investimento da economia. Isso sim tem merecido destaque é motivo para reprecificação dos ativos na bolsa local. Setores ligados ao mercado externo devem ter desempenho especialmente negativo no dia de hoje. O investidor estrangeiro continua aumentando a proteção contra a queda local. Já são 124 mil contratos vendidos no índice futuro, contra 118 mil ontem.

No gigante asiático, o índice PMI mostrou leve queda em fevereiro, chegando a 50,1 pontos ante 50,4 pontos registrados em janeiro, ficando abaixo do esperado (50,5).    Na agenda do Velho Continente foi divulgado que o resultado final do índice PMI da indústria de transformação da Área do Euro ficou praticamente estável em relação à divulgação preliminar, ao passar de 47,8 para 47,9 pontos.          

Além disso, a inflação na zona do euro ficou em 1,8% em fevereiro, 0,2 ponto a menos do que em janeiro, quando a taxa atingiu a marca dos 2%. Em um ano, a inflação de fevereiro teve baixa de quase um ponto. A estimativa foi feita nesta sexta-feira, 01, pelo escritório europeu de estatística Eurostat.        

Por outro lado, o desemprego na Eurozona atingiu o índice de 11,9% em janeiro (quase 19 milhões de pessoas), provocado pelo péssimo resultado na Espanha, onde a taxa de pessoas sem trabalho chegou a 26,2%, anunciou o bloco.        

Contudo, o índice das vendas no varejo da Alemanha subiu 3,1% em janeiro de 2013, se comparado ao mês anterior, já com ajustes sazonais, de acordo com o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis). Já o PMI da Alemanha manteve o nível de 50,3 pontos atingido na prévia de fevereiro.        

Já nos Estados Unidos foi publicado que o índice dos gerentes de compras (PMI,na sigla em inglês) do setor manufatureiro norte-americano recuou para 54,3 pontos em fevereiro, ante 55,8 pontos atingidos no mês precedente, segundo os dados divulgados hoje, 01, pelo Instituto de Pesquisas Markit Economics. Vale lembrar que a leitura acima de 50 pontos indica expansão da atividade.

Entretanto, a renda pessoal dos norte-americanos recuou 3,6%, uma queda de US$ 505,5 bilhões, em janeiro na comparação com o mês anterior, de acordo com informações divulgadas hoje, 01, pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Já os gastos com consumo pessoal aumentou US$ 18,2 bilhões no primeiro mês do ano.

Por aqui, o Ibovespa recua em linha com o cenário externo. Há pouco, a bolsa brasileira caía 1,13%.Entre os indicadores da agenda brasileira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) do 4º trimestre teve variação positiva de 0,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2012.

Por último, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) referente a semana de 28 de fevereiro de 2013 apresentou variação de 0,33%, 0,07 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Brasil (ON) que avançavam 2,01% e o Santander (UNT) que apresentavam alta de 1,39%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Marfrig (ON), que recuavam 4,77% e a MMX (ON) que apresentavam revés de 3,29%.