Economia - confira destaques dos principais jornais do mundo

Principais jornais do mundo destacam nesta terça-feira temas econômicos e políticos que abrangem os Estados Unidos, a Europa, Cuba, Argentina, entre outros. Confira alguns dos artigos publicados:

Bancos temem decisão judicial de títulos da dívida argentina 

Uma decisão do tribunal de apelações em um caso entre o governo da Argentina e fundos de hedge e outros investidores pode ter um efeito enorme nos mercados de dívida do mundo, diz artigo publicado no The New York Times nesta terça-feira (26), por Peter Eavis. 

Uma batalha feroz entre o governo da Argentina e fundos de hedge e outros investidores liderados por um grupo de fundos de hedge já levou à apreensão de um navio naval. Agora, um tribunal federal de apelações está analisando a disputa, cujas regras poderiam ter um grande impacto nos mercados de dívida do mundo, diz o artigo. 

Em Cuba, Miguel Díaz-Canel é designado sucessor por Raúl Castro 

A doença do presidente Hugo Chávez e retratação institucional da Venezuela podem ter convencido o general Raúl Castro, 81, da necessidade de evitar qualquer incerteza ou vácuo de poder em Cuba. A sucessão iniciada após a doença de Fidel Castro, em 2006, deu mais um passo domingo, 24 de fevereiro, com a nomeação de Miguel Díaz-Canel, 52, como o novo vice-presidente sênior do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros. Número dois do regime, é agora o primeiro na linha de sucessão em caso de incapacidade ou morte de Raúl Castro, diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta segunda-feira (26), e assinado por Paulo Paranaguá. 

Concessões Transatlânticas 

Muitos observadores têm grandes esperanças no acordo de Comércio Transatlântico e Parceria de Investimento (TTIP) que os EUA e a União Europeia anunciaram na semana passada. Mas o Grupo de Alto Nível sobre Emprego e Crescimento, que foi encarregado de identificar as políticas e medidas que devem definir as negociações, recomendou acertadamente uma abordagem conservadora, afirma artigo assinado pelo diretor da Chatham House, publicado nesta terça-feira (26) no jornal inglês The Guardian - Project Syndicate. 

Quase duas décadas depois da ideia ter sido debatida pela primeira vez, os Estados Unidos e a União Europeia concordaram na semana passada em começar a negociar um comércio transatlântico e Parceria de Investimento (TTIP). O lançamento da parceria - que deve ocorrer no início de 2015 - tem sido apresentada como um "estímulo ao déficit livre" muito necessário que iria aumentar o PIB dos EUA e PIB da UE em 0,5% ao ano, enquanto ajuda a aumentar o emprego em ambos os lados do Atlântico, diz o artigo. 

Embora ambas as partes visem eliminar tarifas existentes no comércio bilateral, estão particularmente ansiosos para reduzir o emaranhado de barreiras não-tarifárias – principalmente normas técnicas competitivas e sanitárias, e regulamentos - que sufocaram o desenvolvimento do relacionamento econômico bilateral. Uma cooperação reguladora mais estreita pode também ajudar os EUA e a UE a enfrentar o que os líderes empresariais vêem como uma concorrência cada vez mais desleal da China, tanto em casa como no estrangeiro, continua o artigo. 

O TTIP que será assinada em 2015 pode não ser o acordo revolucionário e abrangente que muitos observadores estão esperando. Mas continua a ser um passo crucial em direção a um mercado transatlântico mais integrado, finaliza o artigo.