Em janeiro, o custo de vida no município de São Paulo registrou alta de 1,77%, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Há 10 anos, desde janeiro de 2003 (quando o aumento chegou a 2,92%), não se observava taxa tão elevada. Em relação a dezembro de 2012 (0,43%), a variação apurada foi superior em 1,34 ponto percentual.
Os grupos que mais pressionaram a inflação neste início de ano foram: Alimentação (1,88%), Educação e Leitura (5,46%), Habitação (1,44%) e Despesas Pessoais (7,60%), os quais colaboraram no cálculo desta inflação com 1,64 ponto percentual.
Os subgrupos que compõem a Alimentação apresentaram variações distintas, com aumento de 3,07% para os produtos in natura e semielaborados; 1,15% para os produtos da indústria alimentícia e 0,56% na alimentação fora do domicílio.
A desagregação dos itens que compõem o subgrupo referente aos produtos in natura e semielaborados revela também comportamento bastante diversificado:
• Raízes e Tubérculos (15,42%) – o grupo registrou alta extraordinária na batata (21,94%) e cebola (13,32%);
• Hortaliças (14,89%) – houve aumento generalizado, com destaque para a alface, com 16,86%;
• Legumes (11,97%) – foram observados fortes reajustes no chuchu (25,69%), abobrinha (18,99%) e tomate (18,22%);
• Aves e ovos (5,21%) - o maior aumento se deu na carne de frango (5,88%) e menor variação nos ovos (2,01%);
• Carnes (1,55%) - os dois subitens tiveram alta, com as seguintes taxas: bovina (1,55%) e suína (1,65%) e
• Grãos (1,17%) - o aumento foi apurado no feijão (5,87%), já que o arroz apresentou queda de 1,24%.
A taxa de 1,15% no subgrupo da indústria da alimentação refletiu o comportamento dos preços de alguns produtos como: carnes e peixes industrializados (1,18%), pão francês (1,16%) e derivados do leite (0,99%). Na alimentação fora do domicílio (0,56%), as altas ocorreram para refeição principal (0,51%) e lanches (0,62%).