Incertezas cercam o mercado internacional e bolsas recuam nesta quarta-feira. Por aqui, o Ibovespa opera em campo negativo em linha com o cenário externo.
Por outro lado, o anúncio da renúncia antecipada do presidente do Banco Central do Japão e o aumento da previsão de lucro de um grande grupo japonês fizeram com que o principal indicador da bolsa do país saltasse 3,77% nesta quarta-feira, influenciando positivamente também as demais bolsas asiáticas. Com isso, o índice Nikkei 225 ganhou 416,83 pontos, a 11.463,75 unidades, o maior nível desde 29 de setembro de 2008.
Enquanto isso, as bolsas europeias recuam avaliando os dados locais. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 1,55%, aos 3.637 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 1,50%, aos 7.550 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, operava com baixa de 0,25% aos 6.266 pontos.
No Velho Continente, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a o presidente francês, François Hollande, tentarão coordenar suas posições para evitar um novo fracasso em relação ao orçamento europeu na cúpula que será realizada na quinta e na sexta-feira em Bruxelas.
Por lá, o Ministério da Economia da Alemanha, anunciou que as encomendas à indústria subiram 0,8% em dezembro, já com ajustes sazonais. No mês anterior o resultado ficou em -1,8%. Contudo, o resultado veio abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam que o índice ficasse em 0,9%.
Além disso, o banco nacionalizado espanhol Bankia revelou que cortará 4.500 postos de trabalho em sua reestruturação, um número menor que o anunciado inicialmente, segundo o acordo entre sindicatos e a direção da empresa nesta quarta-feira.
Em Wall Street, o cenário não é diferente e bolsas recuam. Minutos atrás, o índice Dow Jones perdia 0,26% aos 13.942 pontos; o S&P 500 tinha desvalorização de 0,20% a 1.508 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha queda de 0,13% aos 3.167 pontos.
No ambiente americano, a operadora americana de serviços por cabo Liberty Global anunciou a compra da concorrente britânica Virgin Media por US$ 23,3 bilhões, valor que será pago em dinheiro e ações, o que criaria a empresa líder mundial do setor.
Além disso, o Twitter anunciou na noite da última terça-feira, a compra da empresa Bluefin Labs, para seguir a tendência dos usuários que utilizam smartphones ou tablets para comentar nas redes sociais os programas de televisão que estão assistindo.
Por aqui, o Ibovespa, recua em linha com o ambiente externo. Há pouco, a bolsa brasileira caía 0,95%.
Abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, na passagem de novembro para dezembro de 2012, a estabilidade no patamar de produção observada na indústria também foi verificada em termos regionais, já que sete locais apontaram taxas negativas e sete avançaram a produção nesse mês, na série ajustada sazonalmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, após cinco meses de melhora relativa, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, inicia 2013 em queda. O Indicador Trimestral registrou taxa de -4,8% em janeiro, ante -3,3% no trimestre findo em dezembro. O resultado aponta para certa fragilidade no movimento de recuperação do setor.
No front corporativo, a receita bruta da TIM cresceu 8,2%, ultrapassando a marca de R$ 7,3 bilhões no 4T12. Já a receita líquida foi ampliada em 9,8% em 2012, atingindo R$ 18,8 bilhões. Sendo que, somente no quarto trimestre, cresceu 6,7%, chegando aos R$ 5,0 bilhões. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 5,1 bilhões no período, alta de 8,5% no comparativo anual. Já o lucro líquido foi de R$ 1,4 bilhão, um acréscimo de 13,4% em relação a 2011. Somente no quarto trimestre de 2012, o lucro líquido consolidado foi de R$ 463 milhões, aumento de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,31%.
Já o dólar opera com ganhos de 0,05%. Há pouco, o dólar era vendido a R$ 1,988.