Produção industrial cai 0,6% em novembro

Em novembro de 2012, a produção industrial recuou 0,6% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, eliminando a variação positiva de 0,1% observada em outubro.Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 1,0% em novembro de 2012, após registrar avanço de 2,5% em outubro, mês em que interrompeu a sequência de treze meses de taxas negativas nesse tipo de comparação.As informações são do IBGE.

O índice acumulado para os onze meses do ano (-2,6%) permaneceu mostrando queda na produção. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 2,5% em novembro de 2012, assinalou resultados negativos menos intensos que os verificados em setembro (-3,0%) e outubro (-2,7%). 

16 dos 27 ramos investigados registram queda em novembro

A redução de 0,6% observada no total da indústria entre outubro e novembro teve perfil generalizado de queda, alcançando 16 dos 27 ramos investigados, com destaque para os recuos registrados por indústrias extrativas (-6,7%) e veículos automotores (-2,8%). Vale ressaltar que, com o resultado desse mês, essas atividades eliminaram parte do crescimento assinalado em outubro último: 8,2% e 3,2%, respectivamente. Outras contribuições negativas relevantes sobre a média da indústria vieram de metalurgia básica (-3,3%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-10,7%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-7,0%), produtos de metal (-2,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%) e fumo (-8,3%). Entre os ramos que ampliaram a produção, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por bebidas (3,4%), farmacêutica (2,8%), vestuário e acessórios (7,4%) e celulose, papel e produtos de papel (1,8%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital (-1,1%) apontou o recuo mais acentuado em novembro de 2012 e manteve o comportamento negativo presente desde agosto último, período em que acumulou perda de 3,0%. Os segmentos de bens de consumo duráveis (-1,0%) e de bens intermediários (-1,0%) também assinalaram taxas negativas acima da média da indústria (-0,6%), com ambos eliminando os avanços registrados em outubro último (0,8% e 0,5%, respectivamente). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, com variação negativa de 0,1%, mostrou o recuo mais moderado nesse mês e reduziu o ritmo de perda frente ao resultado de outubro (-0,3%).

Média móvel trimestral recua 0,4%

Na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 0,4% no trimestre encerrado em novembro frente ao nível do mês anterior, após avançar 0,7% em agosto, 0,4% em setembro e 0,3% em outubro. Entre as categorias de uso, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-0,8%) assinalou a queda mais intensa em novembro e acentuou o ritmo de perda frente aos índices de outubro (-0,6%) e de setembro (-0,2%). Os segmentos de bens de consumo duráveis (-0,5%) e de bens intermediários (-0,5%) também mostraram taxas negativas nesse mês, com o primeiro interrompendo a trajetória ascendente iniciada em abril último, e o segundo revertendo três meses de taxas positivas consecutivas. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,0%) repetiu o patamar do mês imediatamente anterior, após três meses seguidos de resultados positivos.

Na comparação com novembro de 2011, produção industrial recua 1,0%

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial recuou 1,0% em novembro de 2012, com perfil disseminado de taxas negativas, já que 16 das 27 atividades pesquisadas apontaram redução na produção. O ramo de veículos automotores, que recuou 7,5%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionado pela queda na produção de aproximadamente 71% dos produtos investigados no setor. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de edição, impressão e reprodução de gravações (-8,3%), metalurgia básica (-4,0%), indústrias extrativas (-3,7%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-8,5%), vestuário e acessórios (-8,8%), produtos têxteis (-5,1%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-4,6%). Por outro lado, ainda na comparação com novembro de 2011, entre os onze setores que ampliaram a produção, os principais impactos foram observados em farmacêutica (8,9%), refino de petróleo e produção de álcool (4,9%), outros equipamentos de transportes (7,6%), bebidas (3,9%) e celulose, papel e produtos de papel (3,2%).

Entre as categorias de uso, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-10,3%) assinalou a redução mais elevada em novembro de 2012, influenciada pelos resultados negativos em todos os seus principais subsetores, com destaque para o recuo de 9,8% registrado por bens de capital para equipamentos de transporte, ainda bastante pressionado pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias e chassis com motor para caminhões e ônibus. Vale citar ainda as taxas negativas verificadas em bens de capital para uso misto (-13,7%), para energia elétrica (-12,3%), para construção (-17,6%), agrícola (-2,2%) e para fins industriais (-0,3%).

O setor produtor de bens intermediários (-1,0%) também registrou queda na produção em novembro de 2012, após avançar 2,0% no mês anterior quando interrompeu sete meses seguidos de taxas negativas nesse tipo de comparação. O desempenho negativo desse mês foi influenciado principalmente pelos recuos na produção dos produtos associados às atividades de veículos automotores (-13,4%), metalurgia básica (-4,0%), indústrias extrativas (-3,7%), refino de petróleo e produção de álcool (-2,1%), produtos têxteis (-3,7%), minerais não metálicos (-1,9%), outros produtos químicos (-0,5%) e produtos de metal (-0,1%), enquanto as pressões positivas foram registradas por alimentos (13,4%), borracha e plástico (2,9%) e celulose, papel e produtos de papel (1,8%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo duráveis (6,0%) assinalou o avanço mais acentuado em novembro de 2012. Vale destacar que esse foi o quarto resultado positivo consecutivo, mas menos intenso que o observado no mês anterior (12,9%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi particularmente influenciado pela maior fabricação de automóveis (13,4%), de eletrodomésticos da “linha branca” (16,1%) e de artigos do mobiliário (3,8%). Nessa categoria de uso, as principais contribuições negativas vieram de motocicletas (-28,8%), telefones celulares (-5,0%), eletrodomésticos da “linha marrom” (-1,4%) e de outros eletrodomésticos (-8,1%). O segmento de bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também mostrou crescimento na produção nesse mês, segunda taxa positiva consecutiva após seis meses seguidos de resultados negativos nesse tipo de comparação. O índice de novembro de 2012 foi influenciado em grande parte pela expansão do grupamento de carburantes (19,6%), explicada pela maior produção de álcool e de gasolina automotiva. Por outro lado, os grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,2%) e de semiduráveis (-6,2%) apontaram os impactos negativos nessa categoria de uso, pressionados especialmente pelos itens sucos concentrados de laranja, maionese, arroz semibranqueado e leite esterilizado, no primeiro subsetor, e de cds, dvds, vestidos e calçados, no segundo.

No acumulado em 2012, 17 dos 27 ramos investigados tiveram taxas negativas

No índice acumulado dos onze meses de 2012, frente a igual período do ano anterior, o recuo foi de 2,6% para o total da indústria, com taxas negativas em todas as categorias de uso, 17 dos 27 ramos, 49 dos 76 subsetores e 59,2% dos 755 produtos investigados. Entre as atividades, a de veículos automotores, com queda de 13,3%, permaneceu exercendo a maior influência negativa na formação do índice geral, pressionada em grande parte pela redução na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 75%). Vale citar também as contribuições negativas vindas de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,6%), alimentos (-2,1%), metalurgia básica (-4,2%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,6%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-13,3%), máquinas e equipamentos (-2,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,6%) e vestuário e acessórios (-10,5%). Por outro lado, entre as dez atividades que registraram avanço na produção, as principais influências sobre o total da indústria ficaram com refino de petróleo e produção de álcool (3,9%), outros produtos químicos (3,7%) e outros equipamentos de transporte (8,5%).

Entre as categorias de uso, o perfil dos resultados para o período janeiro-novembro de 2012 confirmou o menor dinamismo para bens de capital (-11,6%) e bens de consumo duráveis (-3,3%), pressionadas especialmente pela menor fabricação de bens de capital para transporte (caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias e chassis com motor para caminhões e ônibus), no primeiro segmento, e de telefones celulares, motocicletas, fornos de micro-ondas, relógios, aparelhos de ar-condicionado de paredes/janelas, televisores e automóveis, no segundo. A produção de bens intermediários recuou 1,6% no índice acumulado dos onze meses de 2012, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis assinalou variação negativa de 0,3%.