IGP-M registra deflação em novembro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou -0,03%, em novembro. Em outubro, o índice ficou em 0,02%. Em novembro de 2011, a variação foi de 0,50%. Em 12 meses, o IGP-M ficou em 6,96%. A taxa acumulada no ano é de 7,09%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e utilizado para reajuste dos aluguéis. 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de -0,19%. No mês anterior, a taxa foi de -0,20%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,50%, em novembro. Em outubro, este grupo de produtos mostrou variação de 0,07%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,74% para -0,79%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais registrou variação de -0,10%. Em outubro, a taxa foi de 0,35%. 

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,25%. Em outubro, a taxa foi de 0,41%. O subgrupo materiais e componentes para a construção registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,91% para 0,49%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,26%, ante 0,37%, em outubro. 

No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou -0,41%, em novembro. Em outubro, o índice registrou variação de -1,24%. Os principais responsáveis pela aceleração do grupo foram os itens: soja (em grão) (-6,50% para -3,50%), milho (em grão) (-3,87% para 4,11%) e minério de ferro (-5,91% para -3,46%). Ao mesmo tempo, registraram-se desacelerações em itens como: café (em grão) (1,14% para -4,68%), mandioca (aipim) (16,94% para 5,98%) e arroz (em casca) (9,87% para 0,90%). 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,33%, em novembro, ante 0,58%, em outubro. A principal contribuição para o decréscimo da taxa do índice partiu do grupo Alimentação (1,08% para 0,08%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento dos itens: carnes bovinas (3,05% para -1,06%), hortaliças e legumes (-6,34% para -11,98%) e arroz e feijão (6,36% para 1,91%). Também foram computados decréscimos nas taxas de variação de outras três classes de despesa: Comunicação (0,69% para 0,08%), Vestuário (0,82% para 0,77%) e Despesas Diversas (0,41% para 0,20%). Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: tarifa de telefone móvel (1,72% para 0,73%), roupas (0,73% para 0,67%) e serviço religioso e funerário (1,42% para 0,23%). 

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,18% para 0,50%), Transportes (0,21% para 0,25%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,48% para 0,50%) e Habitação (0,46% para 0,47%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Para estas classes de despesa, vale citar o comportamento dos preços dos itens: excursão e tour (-2,02% para 1,67%), gasolina (0,53% para 0,90%), medicamentos em geral (0,07% para 0,32%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,07% para 0,97%), respectivamente. 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em novembro, variação de 0,23%, abaixo do resultado de outubro, de 0,24%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,22%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,49%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,24%. Na apuração referente ao mês anterior, o índice variou 0,01%.