Em dia de agenda fraca, as principais bolsas de valores mundiais devem apresentar movimentos distintos. Além disso, investidores seguem de olho nas notícias vindas da China e Grécia. Diante deste cenário, as bolsas europeias operam em queda.
Na Ásia, o conjunto das bolsas encerrou o pregão desta sexta-feira, 09, novamente em queda, aprofundando as perdas acumuladas ao longo da semana, apesar dos dados econômicos mais positivos vindos da China, onde a produção industrial e as vendas no varejo aceleraram em outubro, ao mesmo tempo em que a inflação arrefeceu, conforme foi divulgado nesta madrugada.
A China anunciou uma inflação de 1,7% em outubro, o menor nível desde o início de 2010, o que deve dar ao governo uma margem de manobra para lutar contra a desaceleração do crescimento, segundo analistas.
Enquanto isso, no Velho Continente, as bolsas operam em baixa, em meio a especulações de que a decisão sobre a liberação de fundos para Grécia dependeria ainda da análise do relatório sobre o cumprimento do acordo de resgate por parte do país. Também vale mencionar a afirmação do Banco Central da França de que a economia local poderia registrar contração no quarto trimestre.
Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,13%, aos 3.403 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,91%, aos 7.139 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava queda de 0,45% aos 5.750 pontos.
Em Wall Street, investidores aguardam a divulgação do índice de confiança do consumidor preliminar de novembro, medido pela Universidade de Michigan.
Por aqui, a bolsa brasileira, deve operar em linha com o cenário externo.
Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou -0,19%, no primeiro decêndio do mês de novembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,31%. O primeiro decêndio do IGP-M de novembro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de outubro.
No mesmo sentido, em setembro de 2012, o total do pessoal ocupado na indústria mostrou variação negativa de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar ligeira variação negativa de 0,1% em agosto e acréscimo de 0,2% em julho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).