As principais bolsas de valores mundiais avançam diante das novas medidas de estímulo à economia nos Estados Unidos. Por aqui, o cenário não é diferente, e o Ibovespa sobe. No mesmo sentido, as bolsas asiáticas fecharam a última sessão da semana em terreno positivo. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão desta sexta-feira em alta de 1,83%. O índice Nikkei ganhou 164,24 pontos, a 9.159,39 unidades.
O anúncio feito ontem pelo Banco Central norte-americano de que lançará uma terceira rodada de compra de ativos como mecanismo de injeção de liquidez na economia animou os mercados.
Enquanto isso, na Europa, as bolsas fecharam o pregão em alta. Com isso, o CAC-40, de Paris, fechou com ganhos de 2,27%, aos 3.581 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizou 1,39%, aos 7.412 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, teve alta de 1,64% aos 5.915 pontos.
Em meio às notícias do Velho Continente, a dívida pública da Espanha alcançou 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de junho, um novo recorde histórico, em consequência do aumento tanto na administração central e previdência social (58,3% do PIB) como nas 17 regiões autônomas (14,2% do PIB), anunciou o Banco da Espanha.
Contudo, um porta-voz do Banco Central Europeu (BCE) desmentiu nesta sexta-feira a existência de negociações com a Espanha sobre um plano de compra da dívida do país, que ainda hesita em pedir ajuda ao fundo de resgate europeu.
Já em Wall Street, os números apresentados ganham destaque e bolsas sobem. Minutos atrás, o índice Dow Jones ganhava 0,24% aos 13.572 pontos; o S&P 500 tinha valorização de 0,38% a 1.465 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,93% aos 3.185 pontos.
Com isso, os preços ao consumidor aumentaram nos Estados Unidos em agosto, pela primeira vez em cinco meses, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho. Os preços registraram alta de 0,6% na comparação com julho, em dados corrigidos das variações sazonais.
No mesmo sentido, o otimismo dos americanos registrou uma alta em setembro, nos Estados Unidos, segundo o índice de confiança do consumidor publicado nesta sexta-feira pela Universidade de Michigan. O indicador subiu 4,9 pontos em relação ao mês de agosto, a 79,2 pontos, segundo uma estimativa preliminar, que se situou fortemente acima da média das previsões dos analistas, que apostavam numa leve queda a um nível de 73,5.
Em contrapartida, a produção industrial dos Estados Unidos caiu em agosto depois de 4 meses consecutivos de alta, devido especialmente ao impacto do furacão Isaac que atingiu o sudeste do país no final de agosto, segundo dados publicados nesta sexta-feira pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano). Em dados corrigidos de variações sazonais, a produção industrial retrocedeu 1,2% em relação ao mês anterior, enquanto que a média das previsões dos analistas assinalavam uma baixa muito menos forte (-0,2%).
Por aqui, o Ibovespa, segue em linha com o mercado externo. Há pouco, o índice valorizava 1,32%.
Entre as divulgações brasileiras, o destaque fica por conta da inadimplência do consumidor que recuou em julho. O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor recuou 1,4% em julho de 2012, na comparação com junho/12, atingindo o valor de 94,6. A sequência de quedas mensais que há algum tempo já se observa neste indicador confirma o cenário de recuo do nível da inadimplência dos consumidores ao longo deste segundo semestre. Esta trajetória deve expandir-se também para, pelo menos, os meses iniciais de 2013.
Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,81%. Já em sentido oposto, o dólar opera com perdas de 0,15% vendido a R$ 2,018.