O dólar comercial apontava queda de 0,05% nas primeiras ofertas do dia com investidores novamente no aguardo de uma nova rodada de estímulo que pode ser divulgada hoje, após a reunião do FED. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,024 na compra e R$ 2,026 na venda.
De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, sob a ameaça de intervenção do BC no câmbio com a cotação chegando perto dos R$ 2,00, a moeda não consegue seguir a mesma direção da desvalorização do dólar no mercado internacional e seguem mostrando baixa volatilidade. No dia de ontem, a cotação conseguiu se recuperar, novamente em sentido contrário à tendência mundial e fechou em alta. Para hoje, a estabilidade será obervada até o discurso do presidente do FED. Se houver anúncio de compra de ativos, a desvalorização do dólar será evidente e temos grandes chances de nova força vendedora do real. Cabe observar onde e com quanto o BC entrará para defender a cotação dos R$ 2,00. Não havendo novo programa de recompra, temos chance de nova alta do dólar no dia de hoje.
Na Europa, sem uma agenda de destaque, as declarações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) sobre a economia nos países do G20 ganha força. O crescimento econômico dos países ricos e emergentes do G20 registrou desaceleração no segundo trimestre de 2012, a 0,6%, pelo terceiro trimestre consecutivo, enquanto a China acelerou seu ritmo, segundo os resultados provisórios divulgados pela OCDE. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acumulado das 20 grandes potências "diminuiu a 0,6% no segundo trimestre de 2012, contra 0,7% do primeiro trimestre", afirma um comunicado da OCDE.
Enquanto isso nos Estados Unidos, dados da agenda ganham destaque. Por lá, foi divulgado que os pedidos de subsídios por desemprego aumentaram nos Estados Unidos nos primeiros dias de setembro, especialmente por causa da passagem do furacão Isaac pelo sul do país, segundo cifras divulgadas nesta quinta-feira pelo departamento do Trabalho. O departamento registrou 382.000 pedidos de seguro desemprego em todo o país de 2 a 8 de setembro, ou seja, 4% a mais que na semana anterior.
E os preços da produção aumentaram em agosto nos Estados Unidos, sob o efeito do encarecimento global da fabricação de mercadorias e, em particular, dos produtos de energia, segundo cifras publicadas nesta quinta-feira pelo departamento do Trabalho. Os preços dos produtos registraram uma alta de 1,7% em relação ao mês anterior, em dados corrigidos de cifras sazonais, depois de ter aumentado 0,3% em julho.
Por aqui, abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que em julho, o comércio varejista do país registrou crescimento de 1,4% no volume de vendas e 1,7% na receita nominal, em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.