As principais bolsas de valores mundiais operam em direções opostas com investidores no aguardo de uma nova rodada de estímulo que pode ser divulgada ainda hoje, após a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Por aqui, o Ibovespa, segue com avanços em linha com o mercado norte-americano.
Enquanto isso, na Ásia, as bolsas fecharam em direções mistas nesta quinta-feira, com volumes negociados inferiores aos últimos dias, à espera das sinalizações do Fed sobre a direção da política monetária nos Estados Unidos, o que deve vir a público no início da tarde de hoje. Com isso, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quinta-feira em alta de 0,39%. O índice Nikkei ganhou 35,19 pontos, a 8.995,15 unidades.
No ambiente europeu as bolsas finalizaram em direções opostas. O CAC-40, de Paris, fechou com perdas de 1,18%, aos 3.502 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 0,45%, aos 7.310 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, teve alta de 0,65% aos 5.819 pontos.
Sem uma agenda de destaque, as declarações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) sobre a economia nos países do G20 ganha força. O crescimento econômico dos países ricos e emergentes do G20 registrou desaceleração no segundo trimestre de 2012, a 0,6%, pelo terceiro trimestre consecutivo, enquanto a China acelerou seu ritmo, segundo os resultados provisórios divulgados pela OCDE. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acumulado das 20 grandes potências "diminuiu a 0,6% no segundo trimestre de 2012, contra 0,7% do primeiro trimestre", afirma um comunicado da OCDE.
Já nos Estados Unidos, as bolsas operam em alta e os dados da agenda ganham destaque. Por lá, foi divulgado que os pedidos de subsídios por desemprego aumentaram nos Estados Unidos nos primeiros dias de setembro, especialmente por causa da passagem do furacão Isaac pelo sul do país, segundo cifras divulgadas nesta quinta-feira pelo departamento do Trabalho. O departamento registrou 382.000 pedidos de seguro desemprego em todo o país de 2 a 8 de setembro, ou seja, 4% a mais que na semana anterior. E os preços da produção aumentaram em agosto nos Estados Unidos, sob o efeito do encarecimento global da fabricação de mercadorias e, em particular, dos produtos de energia, segundo cifras publicadas nesta quinta-feira pelo departamento do Trabalho. Os preços dos produtos registraram uma alta de 1,7% em relação ao mês anterior, em dados corrigidos de cifras sazonais, depois de ter aumentado 0,3% em julho.
Minutos atrás, o índice Dow Jones ganhava 0,15% aos 13.353 pontos; o S&P 500 tinha valorização de 0,09% a 1.437 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,15% aos 3.119 pontos.
Por aqui, o Ibovespa, avança em linha com o mercado norte-americano. Há pouco, o índice, valorizava 0,56%.
Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que em julho, o comércio varejista do país registrou crescimento de 1,4% no volume de vendas e 1,7% na receita nominal, em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.
Além disso, o Índice de Confiança da Indústria de Pernambuco (ICI-PE) recuou 1,0% entre julho e agosto de 2012, ao passar de 116,1 para 114,9 pontos, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mesmo período e base de comparação, o ICI da Indústria de Transformação Nacional (ICI-BR) avançou 1,4%, para 100,7 pontos.
Na renda fixa, os juros futuros operam em queda. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,76%. Já em sentido oposto, o dólar opera com ganhos de 0,05% vendido a R$ 2,028.