Emprego industrial tem queda de 0,2% em junho, diz IBGE

Na comparação com junho de 2011, índice caiu 1,8%. Em junho, recuo foi de 0,2% 

Em junho de 2012, o total do pessoal ocupado na indústria mostrou variação negativa de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, quarto resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perda de 1,2%, segundo o IBGE. 

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, ao assinalar variação de -0,3% na passagem dos trimestres encerrados em maio e junho, permaneceu com o comportamento predominantemente negativo presente desde outubro do ano passado. Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o emprego industrial mostrou queda de 0,8% no segundo trimestre de 2012, terceiro trimestre consecutivo de resultados negativos, acumulando nesse período perda de 1,7%. 

Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 1,8% em junho de 2012, nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%). Ainda nas comparações contra igual período do ano anterior, o total do pessoal ocupado assalariado recuou tanto no fechamento do segundo trimestre de 2012 (-1,6%), como no índice acumulado dos seis primeiros meses do ano (-1,2%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao registrar -0,6% em junho de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).

No confronto com igual mês do ano passado, o emprego industrial recuou 1,8% em junho de 2012, com o contingente de trabalhadores apontando redução em doze dos quatorze pesquisados. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,5%), pressionado em grande parte pelas taxas negativas registradas em quatorze dos dezoito setores investigados, com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de produtos de metal (-14,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,2%), metalurgia básica (-16,9%), meios de transporte (-4,2%), vestuário (-8,7%) e têxtil (-8,2%). 

Vale citar também os resultados negativos assinalados por Região Nordeste (-2,7%), Rio Grande do Sul (-2,6%), Santa Catarina (-1,4%), Bahia (-4,0%) e Ceará (-3,2%), com o primeiro influenciado pelas quedas nos setores de calçados e couro (-5,0%), vestuário (-6,2%) e têxtil (-10,3%); o segundo por conta das perdas registradas em calçados e couro (-8,2%), borracha e plástico (-11,9%), outros produtos da indústria de transformação (-5,4%) e fumo (-16,4%); o terceiro pressionado pelas reduções vindas de vestuário (-10,1%), madeira (-14,5%) e calçados e couro (-20,6%); a indústria baiana impactada especialmente pelas quedas em calçados e couro (-12,9%), alimentos e bebidas (-5,1%) e outros produtos da indústria de transformação (-16,2%); e o último em função dos recuos no pessoal ocupado nas indústrias de vestuário (-6,2%), têxtil (-8,8%) e calçados e couro (-2,3%). 

Por outro lado, Paraná (1,8%) e Minas Gerais (0,3%) apontaram as contribuições positivas sobre o emprego industrial do país, com destaque para os ramos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (38,1%) e alimentos e bebidas (5,4%), na indústria paranaense, e de produtos de metal (6,8%) e indústrias extrativas (8,6%), no setor industrial mineiro.

Setorialmente, ainda no índice mensal, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em treze dos dezoito ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de vestuário (-8,6%), produtos de metal (-4,8%), calçados e couro (-5,9%), têxtil (-5,8%), papel e gráfica (-4,2%), outros produtos da indústria de transformação (-4,2%), meios de transporte (-2,1%), madeira (-7,3%), metalurgia básica (-4,2%) e borracha e plástico (-2,6%). Por outro lado, os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de alimentos e bebidas (3,5%), indústrias extrativas (4,3%) e máquinas e equipamentos (0,8%).

Na análise por trimestres, observa-se que o emprego industrial, ao recuar 1,6% no segundo trimestre de 2012, apontou o terceiro trimestre consecutivo de queda, e manteve a redução de ritmo iniciada no terceiro trimestre de 2010 (5,1%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. O menor dinamismo verificado nas contratações entre o primeiro (-0,8%) e o segundo trimestres de 2012 (-1,6%) foi observado em treze locais e em treze setores, com destaque para meios de transporte (de 1,7% para -1,4%), alimentos e bebidas (de 4,4% para 3,3%), outros produtos da indústria de transformação (de 0,3% para -3,7%), refino de petróleo e produção de álcool (de 3,0% para -2,7%) e vestuário (de -6,6% para -8,5%), entre os ramos; e Rio Grande do Sul (de 0,8% para -1,9%), Pernambuco (de 2,0% para -0,7%), Bahia (de -2,1% para -3,6%), Minas Gerais (de 1,9% para 0,6%), Paraná (de 4,0% para 2,7%), Região Nordeste (de -1,4% para -2,6%) e Região Norte e Centro-Oeste (de 0,9% para -0,3%), entre os locais.

No índice acumulado nos seis primeiros meses de 2012 o emprego industrial permaneceu em queda (-1,2%), com taxas negativas em nove dos quatorze locais e em doze dos dezoito setores investigados. Entre os locais, São Paulo (-3,2%) apontou o principal impacto negativo no total da indústria, vindo a seguir Região Nordeste (-2,0%), Santa Catarina (-1,5%), Ceará (-3,2%) e Bahia (-2,8%). Por outro lado, Paraná (3,3%) e Minas Gerais (1,2%) exerceram as maiores pressões positivas. Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de vestuário (-7,6%), produtos de metal (-5,2%), calçados e couro (-6,5%), têxtil (-5,3%), madeira (-9,1%), papel e gráfica (-4,0%) e borracha e plástico (-3,6%), enquanto os setores de alimentos e bebidas (3,8%), máquinas e equipamentos (2,2%) e indústrias extrativas (4,3%) responderam pelas principais influências positivas.