O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas apresenta um comportamento estável em julho de 2012. Considerando-se comparações interanuais, o índice médio do trimestre findo em julho ficou 3,4% abaixo do mesmo período do ano passado; em junho, a queda havia sido de 3,7%, na mesma base de comparação. O Indicador Trimestral do ICOM ficou em 125,3 pontos, ante 129,8 pontos em julho do ano anterior.
O resultado geral sinaliza que a atividade econômica do setor continua em ritmo ligeiramente mais lento que no mesmo período do ano passado. A suave melhora nas comparações interanuais foi influenciada principalmente pelo resultado do Varejo.
No conceito Restrito, a variação interanual passou de -2,7%, no trimestre findo em junho, para -2,2%, em julho; no Ampliado, estas variações foram de -3,7% e -3,3%, respectivamente, nos mesmos períodos.
No segmento Veículos, motos e peças, a evolução foi favorável pelo segundo mês consecutivo - embora as taxas continuem mais negativas que a média do setor – com taxas de -6,7% em junho e -4,5% em julho; em Material para Construção, a queda acelerou, chegando a 9,1%, contra 5,4% no mês anterior.
No Atacado, as taxas interanuais para os mesmos períodos foram de -3,7% e -3,8%, respectivamente. Entre junho e julho, houve evolução favorável em nove dos 17 segmentos pesquisados.
No Varejo Restrito as comparações interanuais melhoraram em cinco de nove segmentos. No Varejo Ampliado - que inclui Veículos, motos e peças e Material para Construção - em sete de 13 segmentos. Já o Atacado registrou melhora em dois dos quatro segmentos pesquisados.
O Índice da Situação Atual (ISA-COM) médio do trimestre findo em julho ficou 2,3% inferior ao do mesmo período do ano passado; em junho, a variação havia sido de -2,7%, na mesma base de comparação. O ISA-COM retrata a percepção do setor em relação à demanda no momento atual. Na média do trimestre findo em julho, 20,1% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 23,0%, como fraca. No mesmo período de 2011, estes percentuais haviam sido de 20,2% e 20,8%, respectivamente.
O Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,2% em julho na comparação com o ano anterior. Em junho, a queda havia sido de 4,3%. Dos quesitos integrantes do índice, o que mede as expectativas em relação às vendas nos três meses seguintes foi o que exerceu maior influência na melhora da comparação interanual entre junho e julho. Dentre as empresas consultadas, 59,8% esperam aumento e 5,0%, diminuição das vendas (contra 63,0% e 4,1%, respectivamente, em 2011).