O Ibovespa opera em baixa, influenciado pela expectativa do mercado externo sobre os resultados das reuniões dos bancos centrais nos Estados Unidos e Europa. Há pouco, o Ibovespa apresentava perdas de 1,33%, aos 56.480 pontos, com giro financeiro de R$ 2.684 bilhões.
Segundo Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, a baixa do pregão nacional também se deve às baixas das ações da Petro e Banco do Brasil. Para o analista o pregão será marcado pela volatilidade.
A agenda econômica veio com indicadores importantes, mas diante do cenário de expectativas em relação a medidas econômicas que podem ser tomadas pelo Banco Central, os dados econômicos ficam em segundo plano.
Foi divulgado que o índice de desemprego bateu recorde na Itália em junho, atingindo 10,8%, o nível é o maior desde 2004, quando o índice começou a ser calculado, segundo o Instituto de Estatísticas (Istat). Em maio o índice foi de 10,6%. O desemprego entre os jovens, no entanto, caiu de 35,3% em maio a 34,3% em junho.
Na Alemanha, a taxa de desemprego, que estava em queda há vários meses, subiu de 6,6% em junho a 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego. O mercado de trabalho alemão mostrou em julho "sinais de uma evolução mais frágil", segundo um comunicado da agência.
Já a inflação na Eurozona permaneceu estável em julho, a 2,4% em ritmo anual, informou a agência de estatísticas europeia (Eurostat).
Entre as notícias econômicas, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o fundo de resgate da Eurozona, captou nesta terça-feira € 1,484 bilhão em obrigações a três anos com uma taxa de juros em baixa recorde de 0,54%.
Em Wall Street o cenário não é diferente, investidores aguardam com apreensão o término das reuniões do Banco Central do país e da Europa, o que faz as bolsas operarem voláteis, entre quedas e altas.
A agenda econômica do país veio repleta. Foi divulgado que a inflação anual se manteve estável em junho, em 1,5% nos Estados Unidos, segundo o índice de preços associados ao índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), publicado nesta terça-feira pelo departamento de Comércio.
Já o índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos subiu para 65,9 pontos em julho, segundo anunciou hoje o Conference Board. Em junho, o índice registrou 62 pontos, após revisão de dados. Na mesma linha positiva veio o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de atividade industrial de Chicago subiu para 53,7 pontos em julho, em comparação com junho (52,9 pontos), segundo o Instituto para Gestão e Oferta (ISM, na sigla em inglês). O resultado acima de 50 pontos indica expansão da atividade.
Por fim, o índice de preços de imóveis residenciais (S&P/Case-Shiller) dos Estados Unidos apresentou alta de 2,2% em maio, na comparação com abril. Já na comparação anual houve queda de 0,7%.