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Notícias sobre a Grécia devem derrubar as praças acionárias 

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Novamente as notícias sobre a possibilidade de a Grécia deixar a Zona do Euro ganharam forças e devem derrubar os principais índices acionários mundiais.

Na Ásia, as bolsas asiáticas fecharam em queda nesta quarta-feira, refletindo deterioração nas expectativas sobre a crise europeia e a ausência da adoção de estímulos monetários adicionais por parte do Banco Central japonês. Com isso, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quarta-feira em forte baixa de 1,98%. O índice Nikkei perdeu 172,69 pontos, a 8.556,60 unidades.

“Na Europa, a declaração do ex-premiê grego Lucas Papademos de que há risco da saída do país da Zona do Euro contribuiu para aumento da incerteza nos mercados e as bolsas regionais operam em queda, mesmo movimento observado no índice futuro da bolsa norte-americana”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos – Bradesco.

O ex-primeiro-ministro Lucas Papademos admitiu a possibilidade da Grécia sair do euro e advertiu que a situação pode repercutir em países fora do bloco monetário. "Apesar deste cenário ser pouco provável e não ser desejável para a Grécia nem para os outros países, não podemos descartar que existam preparativos para conter as consequências potenciais de uma saída da Grécia do euro", disse Papademos em uma entrevista ao The Wall Street Journal. A saída da Grécia teria consequências econômicas "catastróficas", advertiu o subchefe do Banco Central Europeu (BCE) em suas primeiras declarações públicas desde que cedeu o poder a um governo transitório na semana passada.

No mesmo cenário, o Bundesbank, Banco Central da Alemanha, considerou "muito preocupante" a evolução da Grécia e descartou a ampliação da ajuda financeira ao país, no relatório mensal publicado nesta quarta-feira.     Caso a Grécia não cumpra os objetivos de reformas, "teria que suportar as consequências", advertiu o Bundesbank. Neste caso, "os desafios para a Alemanha e a Eurozona seriam consequentes, mas superáveis", destaca o relatório.

Na agenda do Velho Continente os números vieram positivos, mas não conseguiram elevar as bolsas. “Na Zona do Euro tivemos uma surpresa positiva no resultado da conta corrente em  março refletiu ganhos em exportações”, afirmou. Com isso, a conta corrente na zona do euro alcançou um superávit de € 9,1 bilhões no mês de março, de acordo com informações ajustadas sazonalmente divulgadas pelo Banco Central Europeu (BCE). No mês anterior, o déficit registrado foi de € 1,3 milhões.

Há pouco, em Londres, o índice FTSE 100 caía 1,69%, aos 5.311 pontos, o DAX, em Frankfurt, tinha queda de 1,52%, aos 6.337 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 desvaloriza 1,88%, aos 3.026 pontos.

Em Wall Street, as agentes aguardam a divulgação de indicadores imobiliários.

Por aqui, o Ibovespa, deverá seguir em linha com cenário negativo externo. “Para a bolsa brasileira, esperamos também um dia de baixa”, disse Barros.

Na agenda doméstica, destaque para o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de 22 de maio de 2012 que apresentou variação de 0,50%. Com isso, o número apresentou 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Para Barros, no mercado de câmbio, dólar e iene devem se valorizar frente às principais moedas do mundo, em movimento de aversão ao risco.