Dados da China e Europa fazem Ibovespa despencar 

No primeiro pregão da semana, o Ibovespa opera com perdas assimilando dados da indústria na China e resultados negativos de indicadores no ambiente europeu. Há pouco, o Ibovespa desvalorizava 2,04%, aos 61.222 pontos, com giro financeiro de R$ 2.305 bilhões.

A desaceleração das atividades econômicas da China e da Zona do euro esta no radar dos investidores contribuindo para a queda das principais praças acionárias mundiais. “O mercado esta repercutindo os indicadores ruins divulgados hoje”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador de mesa institucional da Corretora Renascença.

As informações do gigante asiático contribuem para queda do Ibovespa pelo forte elo comercial que o Brasil possui com o País. As notícias divulgadas hoje pesam nos pregões contribuindo para a aversão ao risco dos investidores mundiais. Com isso, a prévia do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade industrial da China vai a 49,1 pontos em abril, após ter registrado 48,3 pontos em março. Os dados foram divulgados hoje pelo HSBC.

No ambiente europeu, a agenda econômica foi decepcionante, contribuindo para a queda das bolsas. Hoje foi divulgado o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que mede amplamente o setor privado combinado a dados manufatureiros e de serviços da zona do euro registrou queda no mês de abril, passando de 49,1 pontos para 47,9 pontos. As informações preliminares foram divulgadas hoje pelo instituto Markit Economics.

Ainda em relação à agenda do Velho Continente, o índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha sinalizou uma lenta expansão nas condições de negócios, segundo informações divulgadas hoje pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC. O PMI composto, medida ampla do setor privado que combinada dados manufatureiros e de serviços, da Alemanha caiu em abril, marcando 50,9 pontos, ante 51,6 pontos em março.

Sem agenda de indicadores econômicos, em Wall Street as atenções se voltam ao front europeu.

Com poucas divulgações na agenda, por aqui, o Ibovespa opera com perdas de 2,04%, influenciado pelo mercado externo que apresentou dados desanimadores hoje.

Na agenda destaque para a Fundação Getúlio Vargas (FGV) que divulgou hoje o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 22 de abril de 2012 manteve a variação de 0,57%, apurada na última divulgação.

Hoje também foi divulgado o boletim Focus que na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2013 passou de 4,30% para 4,25%. Já para este ano, o prognóstico do PIB ficou em 3,21%.

Em época de divulgações de balanços financeiros, o destaque de hoje ficou por conta do Bradesco que obteve Lucro Líquido Ajustado do 1º trimestre um valor de R$ 2,845 bilhões (variação de 3,9% em relação ao Lucro Líquido Ajustado de R$ 2,738 bilhões no mesmo período de 2011), correspondendo a R$ 2,96 por ação, e rentabilidade de 21,4% sobre o Patrimônio Líquido Médio.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Eletrobras (ON), que avançavam 2,40% e a OI (PN) que apresentavam alta de 1,65%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da V-Agro (ON), que recuavam 5,26 % e a MRV (ON) que apresentavam revés de 4,71%.