Qualidade de Crédito do Consumidor avança no primeiro trimestre de 2012 

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor, que avalia que a qualidade de crédito do consumidor em uma escala de 0 a 100, subiu para 80,4 pontos no primeiro trimestre de 2012. Foi o maior valor deste indicador desde o primeiro trimestre de 2010. Quanto maior o valor do indicador, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de se incorrer em inadimplência em um horizonte de 12 meses, caso este consumidor venha a obter crédito.

Neste contexto, o recuo da inflação, a redução dos juros, a manutenção de patamares mínimos históricos para a taxa de desemprego e o crescimento mais moderado do endividamento são elementos que estão auxiliando na diminuição do risco prospectivo de inadimplência dos consumidores, salientam os economistas da Serasa Experian.

Vale destacar que foi nas regiões mais desenvolvidas do país que se concentrou a melhora da qualidade de crédito do consumidor neste primeiro trimestre de 2012, que passou de 80,6 para 80,8 no Sudeste; de 84,9 para 85,3 no Sul; e de 79,1 para 79,5 no Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, a qualidade de crédito do consumidor permaneceu estável em 76,0 e em 78,4, respectivamente, na passagem do quarto trimestre de 2011 para o primeiro trimestre de 2012.

Na análise regional, verifica-se que as regiões Sul e Sudeste são as únicas a se situarem acima da média nacional (80,4) em termos de qualidade de crédito dos seus consumidores, registrando as marcas de 85,3 e 80,8, respectivamente. Em seguida, vem a região Centro-Oeste, com 79,5, e a região Nordeste, com 78,4. E, por fim, aparece a região Norte, com 76,0.

Com exceção dos consumidores que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais, que apresentaram ligeiro recuo de 92,0 para 91,9 na sua qualidade de crédito, todas as demais camadas de renda mantiveram estáveis ou evoluíram suas qualidades de crédito durante o primeiro trimestre de 2012. A maior alta (0,4%) ficou por conta dos consumidores que ganham acima de R$ 10.000 mensais, cujo indicador de qualidade de crédito passou de 93,8 para 94,1.

Por fim, as faixas de rendimento mais baixos continuam apresentando níveis menores em termos de qualidade de credito. Neste sentido, a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (75,9). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador 94,1, seguida pela classe de renda de R$ 5 mil a 10 mil (91,9). Isto mostra que a qualidade de crédito do consumidor é positivamente correlacionada com a sua renda.