Resultados positivos do varejo no Reino Unido e de confiança nos negócios na Alemanha devem contribuir para movimento positivo das principais praças acionárias mundiais.
“Os indicadores contribuem para um clima mais favorável nos mercados”, diz Octavio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos – Bradesco.
Na Ásia, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão desta sexta-feira em queda, assimilando os dados econômicos dos Estados Unidos que vieram mistos na última quinta-feira. Com isso, o índice Nikkei caiu 0,28% aos 9,561.36 pontos.
Corrigindo o movimento de queda verificado ontem, as bolsas europeias operam em alta refletindo os dados positivos da agenda. Com isso, as vendas no varejo britânico apontaram avanços de 1,8% no mês de março, segundo informações divulgadas pelo ONS, o Escritório de Estatísticas Nacional. “O resultado reverteu a queda de 0,7% do mês anterior, e surpreendeu a expectativa de alta de 0,4% do mercado”, afirmou Barros.
Na Alemanha o resultado também veio em linha com o indicador anterior aumentando o apetite ao risco dos investidores. “Surpresa positiva no indicador de clima de negócios reforçou a tese de que a economia alemã descola relativamente da crise da Zona do Euro. Os preços ao produtor subiram na comparação marginal puxado pelos preços de energia”, disse o diretor.
Neste contexto, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha registrou avanço de 0,6% no mês de março ante o mês imediatamente anterior, segundo informações divulgadas hoje pelo Destatis, o Escritório de Estatísticas do país.
Diante deste cenário, em Londres, o índice FTSE 100 avança 0,42% aos 5.768 pontos, o DAX, em Frankfurt, sobe 1,03% aos 6.741 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 valoriza 0,62% aos 3.193 pontos.
Em Wall Street hoje será um dia de ausência de indicadores e com isso as atenções dos investidores voltam-se ao cenário europeu e aos balanços financeiros de empresas do país. Neste sentido, hoje a GE anunciou que obteve no primeiro trimestre de 2012 ganhos operacionais de US$ 3,6 bilhões ou US$ 0,34 por ação, um aumento de 1% e 3%, respectivamente, a partir do primeiro trimestre de 2011.
Por aqui, o Ibovespa, deverá operar em linha com o mercado internacional que opera em alta refletindo os bons dados europeus. “Tendo em vista a queda de ontem, esperamos que ela siga o humor internacional e apresente alguma alta”, afirmou o diretor do Bradesco.
Na agenda brasileira, destaque para a prévia da Sondagem da Indústria de abril de 2012 que mostra um avanço de 0,2% do Índice de Confiança da Indústria (ICI) na comparação com o mês anterior, segundo informações divulgadas hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“Neste contexto de menor aversão a risco, as principais moedas do mundo apreciam frente ao dólar e as commodities também ganham valor”, conclui Barros.