Bovespa fecha em queda mas tem alta na semana; dólar recua

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou queda de seu principal indicador, o Ibovespa, de 0,20%, aos 62.494 pontos, nesta sexta-feira (20). A bolsa operou em alta em grande parte do pregão, mas inverteu os ganhos para o negativo. O resultado não ficou alinhado com os principais índices dos EUA e da Europa. O volume de negócios foi de R$ 5,09 bilhões. A bolsa fechou a semana com valorização de 0,63%. 

Após iniciar em alta, o dólar fechou o pregão em queda de 0,64%, cotado a R$ 1,8695 nesta sexta, encerrando, uma sequência de cinco altas. Na semana, a divisa americana registrou valorização de 1,6%.  Nesta sessão, o Banco Central voltou a intervir no câmbio ao realizar um leilão de compra da moeda no mercado à vista. 

O mercado iniciou o dia animado pelo índice de confiança dos empresários da Alemanha, que teve desempenho acima do esperado. O instituto Ifo informou que a confiança dos empresários alemães subiu para 109,9 pontos, de 109,8 em março. A expectativa era de queda para 109,5 pontos. Contudo, à tarde, a ausência de notícias relevantes do exterior causou as perdas na Bovespa.

Além disso, especula-se que os países emergentes possam injetar novos recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, discursará no FMI neste sábado (21) sobre o assunto. A expectativa é de que Mantega cobre maior participação dos países emergentes, especialmente os membros do BRIC, em tom de crítica à vigilância do Fundo e à política de austeridade alemã.

Mercado

As ações das principais empresas quem compõem o Ibovespa, Vale, Petrobras e OGX, encerraram a sessão em direções opostas. Os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras tiveram alta de 0,18% e 0,05% respectivamente. Na Vale, as ações ordinárias e preferenciais caíram 0,23% e 0,33%, na contramão dos metais no mercado internacional. Os ativos da OGX tiveram valorização de 1,16%.

O destaque positivo ficou para a MMX, mineradora do bilionário Eike Batista, que teve alta de 3,21%. Ações de Fibria (+2,28%), ItauUnibanco (+2,19%), Itausa (+2,04%) e Ambev (+1,72%) compuseram as cinco maiores valorizações do Ibovespa na sessão.

Por outro lado, o setor de construção civil foi o que mais apresentou queda. Os ativos da Cyrela despencaram 4,90%, seguidos pelas ações da Gafisa (-3,25%) e da PDG Realt (-2,86%). Também tiveram perdas substanciais a Eletropaulo (-3,44%) e a JBS (3,16%).

Cenário Externo

Nos Estados Unidos, os principais indicadores fecharam no campo positivo, após a divulgação de balanços corporativos do primeiro trimestre do ano. Os fortes números da Microsoft e da General Eletric se destacaram e animaram os mercados americanos. O índice Nasdaq, que reúne os ativos ligados à tecnologia, recuou no final do dia e fechou no vermelho por conta da forte queda das ações da Apple.

O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em alta de 0,50% a 13.029 pontos, acompanhado pelo S&P 500, que agrupa as 500 principais companhias norte-americanas, que subiu 0,12%, aos 1.379 pontos. Já o Nasdaq Composite caiu 0,24%, a 3.000 pontos.

Na Europa, o dado que contribuiu para a alta dos principais índices foi o índice de confiança de negócios da Alemanha, que superou as expectativas do mercado. Segundo o Instituto Ifo, o indicador avançou de 109,8 para 109,09 entre março e abril, ficando acima do esperado por analistas, de109,5. O índice FTSE 100 da bolsa de Londres subiu 0,48%, aos 5.772 pontos, enquanto o CAC 40, da bolsa de Paris, encerrou em leve alta de 0,46% atingindo 3.189 pontos. A Bolsa de Frankfurt apresentou alta de 1,18%, aos 6.750 pontos.