Em sessão marcada pela instabilidade,
o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou
praticamente estável nesta sexta-feira (23) com queda de 0,02%, aos 65.812 pontos. O volume negociado no pregão foi de R$ 6,13 bilhões. Mesmo com a leve
negativa, esta foi a quarta sessão consecutiva de perdas da bolsa. O mercado
não apresentava tal comportamento desde a sequência de 14 a 19 de dezembro do
ano passado. O dólar registrou queda de 0,65%, a R$ 1,8103 na venda. A divisa teve quatro
altas seguidas na semana e fechou no acumulado com valorização de 0,38%.
No
mercado, o destaque ficou para a substancial perda das ações da OGX Petróleo,
do bilionário Eike Batista, que tiveram queda de 4,53%, fechando a R$ 16,22. O
resultado reflete o desapontamento do mercado com o relatório da certificadora
DeGolyer And MacNaughton (D&M) sobre as reservas de pretóleo e gás natural
da companhia. Outras divulgações negativas rondavam os noticiários antes da abertura do mercado, como do BTG Pactual, Santander e Deutsche
Bank, que revisaram para baixo o preço-alvo e a recomendação para a empresa. A LLX Logística, também pertencente ao empresário, apresentou queda
de 3,64%, a R$ 3,71.
As ações da mineradora Vale
do Rio Doce e da Petrobras, que foram afetadas pelas notícias negativas vindas
da China ao longo da semana, também fecharam o pregão no vermelho. O único
papel que teve alta foi o ordinário da petrolífera, com avanço de 0,33%, a R$
24,42, enquanto o preferencial teve recuo de 0,42%, a R$ 23,70. Na semana, as ações acumulam perdas de 3,09% e 2,66%. Na vale, as ações ordinárias e preferenciais desvalorizaram,
respectivamente, 0,22% e 0,05%, a R$ 41,55 e R$ 40,52, totalizando queda de 2,69% e 3,31% na semana
As ações da
Gerdau tiveram alta no pregão, com ganhos de 3,63%, a R$ 18,57. A Dasa teve a
segunda maior valorização, de 3,46%, a R$ 14,95. Na ponta negativa, além da OGX e da LLX, as empresas do setor de
alimentos também tiveram forte queda. As ações da Marfrig recuaram 2,02% e fecharam a R$ 10,67, enquanto os papéis da Brasil Foods
caíram 1,78%, aos R$ 35,90.
Cenário
Externo
Na Europa, a
Comissão Europeia ainda buscava por uma solução para a crise no continente, e
propôs a criação de um fundo de resgate permanente, no valor de 940 bilhões de
euros. Ainda assim, o Produto Interno bruto (PIB) do bloco deve recuar 0,5% em
2021, como projetou a consultoria Ernst & Young.
No entanto, as discussões da
cúpula econômica não animaram completamente os mercados. Sem uma direção clara,
os principais índices fecharam o pregão desta sexta em valorização, em sua
maioria, revertendo as perdas observadas durante a manhã. A recuperação das produtoras de commodities contribuiu para o resultado positivo. O DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,21%, para
6.996 pontos, e o CAC 40, de Paris, avançou 0,11%,
atingindo 3.476 pontos. Na Espanha, o Ibex 35, que acompanha as negociações em
Madri, recuou
0,86%, registrando 8.282 pontos. Em
Londres, o FTSE 100 avançou 0,16%, aos 5.855 pontos.
Nos EUA, as
bolsas tiveram comportamento de recuperação nesta sexta. Ainda assim, o Dow
Jones e o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentaram a pior semana desde o começo de 2012, com
acumulado de quedas de 1,14% e 0,50%, respectivamente.
No dia, o Dow Jones subiu 0,27%, aos 13.080, o Nasdaq avançou 0,15%, aos 3.067 pontos, e o S&P 500 ganhou 0,31%, a 1.397 pontos.