Países desenvolvidos fazem 'tsunami monetário', afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff criticou nesta quinta-feira (1º) a ação dos países desenvolvidos em relação à crise financeira internacional. Ela classificou a guerra cambial como "tsunami monetário".

Durante o discurso da cerimônia de assinatura do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção, nesta quinta-feira, a presidente destacou a falta de política fiscais destes países. 

"É por isso que nos preocupamos, sim, com esse tsunami monetário que [fazem] os países desenvolvidos, que não usam políticas fiscais de ampliação da capacidade de investimento para retomar e sair da crise que estão metidos e que usam, então, despejam, literalmente, despejam US$ 4,7 trilhões no mundo ao ampliar de forma muito, é importante que a gente perceba isso, muito adversa, perversa para o resto dos países, principalmente aqueles em crescimento", afirmou.

Dilma destacou ainda que os países emergentes, como o Brasil, "mostram que eles [desenvolvidos] compensam essa rigidez fiscal com uma política monetária absolutamente inconsequente no ponto de vista do que ela produz sobre os mercados internacionais".

Para Dilma, esses países criam uma "guerra cambial baseada numa política monetária expansionista, que cria situações desiguais".

Canteiros de obras

A cerimônia sobre as condições de trabalho nos canteiros de obra foi realizada no Salão Nobre do Palácio do Planalto com a presença de representantes sindicais. Também estavam presentes os ministros Paulo Pinto (Trabalho), Gilberto Carvalho (Secretara-Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Gastão Vieira (Turismo), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), o vice Michel Temer e o presidente da Câmara, Marco Maia.

O acordo estabelece condições específicas de recrutamento e seleção; formação e qualificação profissional; saúde e segurança; representação sindical no local de trabalho; condições de trabalho, e relações com a comunidade. Pelo menos treze entidades sindicais participaram da elaboração do acordo.