Primeira prévia do IGP-M mostra deflação  

Índice é utilizado para o reajuste dos aluguéis

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou -0,10%, na primeira prévia do mês de fevereiro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Para o mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de -0,01%. O primeiro decêndio do IGP-M de fevereiro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de janeiro. 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,36%, no primeiro decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês de janeiro, a taxa foi de -0,23%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais recuou de 0,11% para -0,35%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,94% para -2,49%. No estágio dos Bens Intermediários, a taxa de variação passou de -0,03% para 0,09%. A principal contribuição para o avanço da taxa partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,05% para 0,64%. 

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,98%. No mês anterior, a taxa foi de -0,86%. Os itens que mais influenciaram a trajetória deste grupo foram: aves (-0,30% para -7,33%), mandioca (aipim) (10,69% para -2,81%) e soja (em grão) (1,53% para -0,28%). Com taxas em sentido ascendente, destacam-se: minério de ferro (-5,88% para -3,47%), milho (em grão) (1,12% para 5,28%) e bovinos (-3,15% para -0,85%). 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou, no primeiro decêndio de fevereiro, taxa de variação de 0,16%. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,56%. A partir desta divulgação, o IPC passa a ser calculado com base em nova estrutura de ponderação . A principal mudança em relação à estrutura de ponderação anterior foi a criação da oitava classe de despesa, Comunicação. Este novo grupo recebeu dois subitens antes pertencentes ao grupo Habitação: tarifa de telefone residencial e tarifa de telefone móvel. Feitas as devidas considerações, a principal contribuição para o decréscimo da taxa do índice partiu do grupo Alimentação. 

 Nesta classe de despesa, 18 das 21 categorias de gêneros alimentícios apresentaram recuos em suas taxas de variação. Entre elas cabe mencionar: carnes bovinas (1,24% para -2,78%), hortaliças e legumes (6,30% para 0,06%), panificados e biscoitos (0,35% para -0,23%), laticínios (0,26% para -0,50%), aves e ovos (1,74% para -1,50%) e óleos e gorduras (1,02% para -0,21%). 

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação de outras quatro classes de despesa: Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Habitação. Para a trajetória de desaceleração desses grupos contribuíram destacadamente os itens: roupas (0,95% para -1,04%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,91% para -1,21%), gasolina (0,32% para -0,34%) e tarifa de eletricidade residencial (0,05% para -0,13%), respectivamente. 

Em contrapartida, registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação e Despesas Diversas. Nestas classes de despesa, as principais contribuições partiram dos itens: cursos formais (0,00% para 2,36%) e cartório (0,00% para 4,89%), respectivamente. O grupo Comunicação, que passa a fazer parte da estrutura do IPC, a partir deste mês, registrou variação de 0,15%. A principal influência para a composição da taxa do grupo partiu do item tarifa de telefone residencial, cuja taxa passou de 0,27% para 0,47%. 

 O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no primeiro decêndio de fevereiro, taxa de 0,95%. No primeiro decêndio de janeiro, a taxa foi de 0,10%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,42%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,19%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 1,48%, no primeiro decêndio de fevereiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice não variou.