O Indicador Serasa
Experian de Inadimplência do Consumidor caiu 1,5% em outubro na comparação
com o mês imediatamente anterior. Foi a segunda queda mensal do
índice, após seis altas consecutivas. Na análise anual – outubro deste ano em
comparação com o mesmo mês do ano passado – a inadimplência continuou
desacelerando e registrou alta de 19,2%. No acumulado de janeiro a outubro de
2011, em comparação com o mesmo período de 2010, o índice apresentou alta de
23,0%.
A diminuição do ritmo inflacionário, a manutenção das taxas de desemprego em patamares historicamente baixos e o crescimento mais moderado do endividamento do consumidor têm contribuído para amenizar a situação de inadimplemento das pessoas físicas, favorecendo a renegociação de dívidas e quitação de débitos em atraso, observam os economistas da Serasa Experian.
Na decomposição do indicador, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) e a inadimplência com os bancos foram as principais responsáveis pela queda do indicador, com recuo de 2,8% (-1,1% p.p) e 2,7% (-1,3 p.p), respectivamente.
Os cheques sem fundos contribuíram para que a inadimplência do consumidor não caísse ainda mais, com crescimento de 8,1% e contribuição positiva de 0,8%. Os títulos protestados cresceram 3,3%, mas tiveram contribuição nula no índice.
Sobe o valor médio dos títulos protestados
De janeiro a outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, o valor médio dos títulos protestados apresentou alta de 15,5%. Os cheques sem fundos e as dívidas com os bancos também tiveram crescimento de 7,9% e 0,5%, respectivamente. Já as dívidas não bancárias caíram 14,2%.